Logo, logo, estaremos celebrando o Natal, uma festa de natureza afetiva e familiar que mexe profundamente com os nossos sentimentos e que nos lança no mundo e nos enlaça na vida, a partir do encontro e reconhecimento da existência do Outro: o Outro da diferença, o Outro que não é o mesmo, o Outro em mim e que me leva a estender-lhe as mãos, como assim ele também estende às suas para mim, num gesto de humildade e acolhimento, de amor e paixão.

O Natal é a celebração da vida, na forma do triunfo Daquele que derrotou a morte. O Natal nos ensina que a vida não é obra do acaso, que ela tem uma razão de ser, e que é por essa razão que a vida pulsa em nossos corações, graças ao advento do menino-Deus, Daquele que sempre foi o Senhor do nosso destino e o esteio da nossa existência e do nosso existir. Não é por menos que o Natal é alegria, é triunfo, é júbilo. Mas também, é verdade, há quem atravesse o Natal marcado pela tristeza e a dor.

A dor de não se sentir acolhido, aceito, amado. A dor em saber e sentir que há quem faça da sua vida um exercício de permanente indiferença em relação a dor alheia. Egoisticamente tentando aprisionar a vida, ao invés de deixá-la fluir tornando-se vetor da sua passagem. Como se assim tivessem poder sobre a vida, ao tentar transformar a verdade no seu oposto, a alegria no seu contrário, o prazer em sofrimento. A vida é uma dadiva, dadiva divina. E o Natal é a celebração do nascimento do Deus-menino! É sobre o Natal, como emblema da vida.

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