O Força Bruta #61, emitido a 6 de março de 2026, fica marcado pela passagem dos Living Tales, uma banda do Grande Porto que tem vindo a construir, desde 2007, um percurso paciente, resiliente e cada vez mais definido dentro de um metal progressivo e sinfónico com identidade própria.

À conversa estiveram Luís Oliveira e João Carneiro, numa entrevista que atravessa a história da banda sem filtros nem atalhos: os primeiros anos, as várias mudanças de formação, o crescimento feito passo a passo, a importância dos palcos pequenos, a aprendizagem constante e a forma como tudo isso ajudou a moldar o som e a visão dos Living Tales. Pelo meio, houve ainda espaço para olhar para discos como “Delusional Mind” e “Mirror”, para perceber o impacto da pandemia no percurso do grupo, e para chegar ao presente com “Persephone” e, depois, “Hades”, editado a 3 de abril de 2025, um trabalho mais denso, mais sombrio e narrativamente mais carregado, mas sempre com a componente orquestral e a ambição musical bem vivas.

Esta foi também uma conversa sobre evolução verdadeira: a entrada da Ana Isola como uma força criativa decisiva, a vontade da banda em soar cada vez mais a si própria, o cuidado em equilibrar complexidade, peso e melodia, e até a decisão de lançar “Hades” de forma independente para garantir maior controlo sobre o processo. Fica também clara a ética de trabalho de um grupo que conhece bem o valor do underground, que faz muito com poucos recursos e que continua a crescer sem perder o norte.

À volta da entrevista, a emissão trouxe uma seleção que ajudou a enquadrar o espírito do episódio: da tensão e urgência de nomes como Defeater, ERRA, Guilt Trip ou Wage War, à densidade mais escura de Unverkalt, sem esquecer novidades e pontos de contacto com universos mais melódicos, modernos e atmosféricos, como Dark Divine, Phoenix Lake ou TERRAMORTA. Pelo meio, claro, houve espaço para ouvir os próprios Living Tales com “RIVER STYX” e “RISING”, dois temas que ajudam a perceber por que razão esta fase da banda representa um salto tão claro em maturidade, foco e alcance.

Um episódio para ouvir com atenção: pela conversa, pela honestidade, pelo percurso e pela confirmação de que os Living Tales estão a atravessar um dos momentos mais sólidos e interessantes da sua história.



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