Esta coleção foi produzida ao longo de 20 anos, de 1997 a 2018.
Por um produtor local do Sul do Brasil Alex Ramos TJ.

Um estilo que era para ser transitório se dependesse das gravadoras no país ganhou proporções consideráveis de admiradores como DJ's, grupos de dança, festas e programas de rádio...
Tudo começou nos bailes de soul e funk, anos 1970, cuja execução no Brasil foi realizada por DJs como Big Boy, Ademir Lemos e Mister Funk Santos. As canções tocadas nos bailes charme devem muito ao chamado soul da Filadélfia, uma vertente da soul music conhecida pelos arranjos e melodia.

No final de 1976, a soul music dava sinais de desgaste, seja pela pulverização do repertório ou pela não renovação do seu público. Outro detalhe que apressaria a morte do soul foi o nascimento de um outro movimento entre jovens brancos – “O som das Cocotas”,na qual também ocorreu o movimento “Black Rio” na qual era composto por 60% de jovens negros.
O primeiro “baque” sofrido pelo movimento Soul foi, sem dúvida, a descoberta e identificação do som “pop-rock” pelos frequentadores brancos da zona norte. O segundo e definitivo golpe sofrido pela agonizante Soul music foi dado pela revolução trazida pela disco music em 1977. Por ter sido um movimento mundial, a disco music mudou o comportamento, a moda e a cultura dos jovens da Zona Norte do Rio e boa parte de Brasil.

O termo charme foi criado por Dj Corello, no Rio de Janeiro, em março de 1980. O DJ Corello começou na época a fazer experiências de outras formas de black music. Ele introduz a musicalidade do charme e as pessoas começam a gostar. Ele não tinha dado um nome para essa experiência, mas observou que quem dançava tinha um movimento corporal bem diferenciado. Em um baile no Mackenzie, no bairro do Méier, o Corello convida: “Chegou a hora do charminho, transe seu corpo bem devagarinho”. Essa estória do “charminho” ficou na cabeça das pessoas e elas passaram a falar: “agora eu vou pro charminho, vou ouvir um charme, vou lá no Corello que vai ter charme”.

Em 1980 a disco se enfraquece como movimento de “dança coletiva”, abrindo espaço para o “pop orientado” da gravadoras multinacionais instaladas no Brasil, deixando, por assim dizer, um vácuo musical nas equipes de som do subúrbio do Rio. Corello aproveitou esse “hiato” musical e experimentou músicas e estilos não percebidos por outros DJ’s da época.
Nessa mesma época, os bailes funk, passaram a tocar gêneros de música eletrônica como miami bass e frestyle, esses estilos dariam origem aos estilos funk carioca e funk melody.
O charme também contou com a colaboração direta de DJ’s que abraçaram a causa e começam a romper com a estrutura antiga das equipes de som, segundo a qual, o “dono” da equipe determinava a linha musical a ser seguida sem questionamentos.

O primeiro Dj a aderir ao charme depois de Corello Dj, foi o DJ Marcão da Rádio Tropical do Rio de janeiro, A DJ e locutora Áurea, DJ Marlboro (em início de carreira), Fernandinho DJ, Orlando DJ.
No final dos anos 1980 e início dos anos 90, surgiram os primeiros artistas nacionais que começaram a produzir músicas no Brasil ou a adaptar antigas canções para este gênero musical. Dentre estes cantores destacam-se: Alexandre Lucas (como vocalista da “Banda Fanzine” ou em sua carreira solo), Edmon, Abdula, Marta Vasconcelos, o conjunto Fat Family, Sampa Crew, Marina Lima, Fernanda Abreu, D’Black e Shirley Carvalho, entre outros.

E assim, passaram a classificar as músicas e chamá-las de acordo com a ocasião de respectivos lançamentos, atribuindo-lhes o nome de “flash back” às músicas produzidas até meados dos anos 1980 e “midbacks” produzidas entre o final dos anos 1980 e em toda a década de 1990. Esta denominação diferenciada das músicas no Movimento Charme também se deve parcialmente à existência de variadas vertentes dentro deste estilo, como por exemplo New Jack Swing, Smooth jazz, Slow Jams Urban e R&B Contemporâneo, que foram, dependendo de sua época, mais comumente produzidas e executadas.
Os bailes-charme passaram a atrair uma grande quantidade de pessoas, com isto estimulou inclusive a vinda de artistas internacionais especialmente para se apresentarem nestes bailes, como Sybil, Curtis Hairston, Glen Jones e Omar Chandler.
O movimento charme foi então reconhecido e tal fato proporcionou a oportunidade de criação do Espaço Rio Charme em 1993.
Esse nome “CHARME”, passou a abranger todas as músicas de R&B que possuíam uma construção melódica definida(primeiro verso, segundo verso, bridge e coro), nos bailes onde são executadas as músicas desta natureza, nos quais seus frequentadores “CHARMEIROS” primam pelo estilo elegante de suas roupas, e prezam originalmente pelas cores e nas referências ao caráter afro nos penteados e acessórios, sem falar na variada gama de seus passos e danças, desenvolvidas no salão, ao som das músicas tocadas pelo DJ, gostam de curtir a música e são exímios dançarinos, vestem-se elegantemente num estilo conservador denominado “social”, o foco principal é de se divertir, dançar, ouvir um bom som, tornando se um Estilo de Vida.
Dentro do Charme existem vários estilos que são eles:

Modern R&B ou R&B Contemporâneo: A nova cara do Charme trazendo a fusão com o Hip-Hop.
Slow Jam: É o estilo mais lento do Charme, que era chamado de Quiet Storm.
Classics: Os clássicos do passado, os grupos que projetaram o Charme no seu início.
Street Soul: Vindo a substituir o New Jack Swing, com o estilo mais agitado para pista.

    R&B
    • 87 bpm
    • Key: Gbm
    • Porto Alegre, Brasil
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