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	<title><![CDATA[Scherzo Rajada]]></title>
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	<itunes:summary><![CDATA[Poesia falada & musicada.
Poemas de Marcelo Ariel, bases de Ismael Sendeski & Kleber Nigro + convidados. 
Desde 2012.]]></itunes:summary>
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Poemas de Marcelo Ariel, bases de Ismael Sendeski & Kleber Nigro + convidados. 
Desde 2012.]]></googleplay:description>
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Poemas de Marcelo Ariel, bases de Ismael Sendeski & Kleber Nigro + convidados. 
Desde 2012.]]></description>
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            <title><![CDATA[01.Contra o Nazismo Psíquico]]></title>
            <link>https://hearthis.at/scherzorajada/contraonazismopsquico/</link>
            <itunes:author><![CDATA[Scherzo Rajada]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Contra o Nazismo Psíquico<br />
<br />
“Quem vai me escutar? Quem vai me entender? Ninguém pode mais sofrer…”<br />
<br />
Todas as tentativas de controlar, limitar ou destruir o caos formam a essência do nazismo psíquico,<br />
<br />
O caos é indestrutível e se multiplica através das galáxias, das palavras e dos silêncios.<br />
<br />
O nazismo psíquico tem cheiro de carne<br />
<br />
Nós em nome do poema contínuo nos colocamos contra o nazismo psíquico neo-positivista dos livros de auto-ajuda<br />
<br />
E contra o nazismo psíquico pseudo-niilista e semi-hedonista da cultura das drogas.<br />
<br />
O nazismo psíquico se alimenta da diluição da angústia em um pragmatismo ou utilitarismo disfarçado de ética-estética do vazio que por sua vez se alimenta da lógica do possível imediato da ditadura das coisas<br />
<br />
O caos já provou através da história que a vida se move dentro do impossível e dissolve as coisas no ácido do tempo-morte.<br />
No ácido do tempo êxtase.<br />
<br />
O caos é ambíguo como um elétron<br />
Ora é uma partícula de caos visível<br />
Ora é uma onda invisível de supercaos.<br />
<br />
O caos não é um teatro<br />
<br />
O nazismo psíquico é um cenário interior construído pela ditadura das coisas-conceito<br />
<br />
O hipercaos não é um poema<br />
<br />
Nenhuma palavra jamais tocou na realidade, isso explica porque os escritores e poetas sempre fracassam quando tentam vencer o nazismo psíquico apenas com palavras<br />
<br />
Mas em verdade vos digo que a poesia fora das palavras é infinitamente mais poderosa do que a ditadura das coisas e ela virá como uma onda viva de dentro do hipercaos<br />
<br />
Tudo o que chamamos de realidade será consumido por essa devastadora onda de sonho.<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF<br />
Epígrafe & Incidentais: Geraldo Vandré]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Contra o Nazismo Psíquico<br />
<br />
“Quem vai me escutar? Quem vai me entender? Ninguém pode mais sofrer…”<br />
<br />
Todas as tentativas de controlar, limitar ou destruir o caos formam a essência do nazismo psíquico,<br />
<br />
O caos é indestrutível e se multiplica através das galáxias, das palavras e dos silêncios.<br />
<br />
O nazismo psíquico tem cheiro de carne<br />
<br />
Nós em nome do poema contínuo nos colocamos contra o nazismo psíquico neo-positivista dos livros de auto-ajuda<br />
<br />
E contra o nazismo psíquico pseudo-niilista e semi-hedonista da cultura das drogas.<br />
<br />
O nazismo psíquico se alimenta da diluição da angústia em um pragmatismo ou utilitarismo disfarçado de ética-estética do vazio que por sua vez se alimenta da lógica do possível imediato da ditadura das coisas<br />
<br />
O caos já provou através da história que a vida se move dentro do impossível e dissolve as coisas no ácido do tempo-morte.<br />
No ácido do tempo êxtase.<br />
<br />
O caos é ambíguo como um elétron<br />
Ora é uma partícula de caos visível<br />
Ora é uma onda invisível de supercaos.<br />
<br />
O caos não é um teatro<br />
<br />
O nazismo psíquico é um cenário interior construído pela ditadura das coisas-conceito<br />
<br />
O hipercaos não é um poema<br />
<br />
Nenhuma palavra jamais tocou na realidade, isso explica porque os escritores e poetas sempre fracassam quando tentam vencer o nazismo psíquico apenas com palavras<br />
<br />
Mas em verdade vos digo que a poesia fora das palavras é infinitamente mais poderosa do que a ditadura das coisas e ela virá como uma onda viva de dentro do hipercaos<br />
<br />
Tudo o que chamamos de realidade será consumido por essa devastadora onda de sonho.<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF<br />
Epígrafe & Incidentais: Geraldo Vandré]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Contra o Nazismo Psíquico

“Quem vai me escutar? Quem vai me entender? Ninguém pode mais sofrer…”

Todas as tentativas de controlar, limitar ou destruir o caos formam a essência do nazismo psíquico,

O caos é indestrutível e se multiplica através das galáxias, das palavras e dos silêncios.

O nazismo psíquico tem cheiro de carne

Nós em nome do poema contínuo nos colocamos contra o nazismo psíquico neo-positivista dos livros de auto-ajuda

E contra o nazismo psíquico pseudo-niilista e semi-hedonista da cultura das drogas.

O nazismo psíquico se alimenta da diluição da angústia em um pragmatismo ou utilitarismo disfarçado de ética-estética do vazio que por sua vez se alimenta da lógica do possível imediato da ditadura das coisas

O caos já provou através da história que a vida se move dentro do impossível e dissolve as coisas no ácido do tempo-morte.
No ácido do tempo êxtase.

O caos é ambíguo como um elétron
Ora é uma partícula de caos visível
Ora é uma onda invisível de supercaos.

O caos não é um teatro

O nazismo psíquico é um cenário interior construído pela ditadura das coisas-conceito

O hipercaos não é um poema

Nenhuma palavra jamais tocou na realidade, isso explica porque os escritores e poetas sempre fracassam quando tentam vencer o nazismo psíquico apenas com palavras

Mas em verdade vos digo que a poesia fora das palavras é infinitamente mais poderosa do que a ditadura das coisas e ela virá como uma onda viva de dentro do hipercaos

Tudo o que chamamos de realidade será consumido por essa devastadora onda de sonho.

Letra: Marcelo Ariel
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF
Epígrafe & Incidentais: Geraldo Vandré]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 08 Jan 2013 00:00:00 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2013-01-08T00:00:00+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[02.Cadenza dos Comandos]]></title>
            <link>https://hearthis.at/scherzorajada/cadenzadoscomandos/</link>
            <itunes:author><![CDATA[Scherzo Rajada]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Cadenza dos Comandos<br />
<br />
Marcola: O Duplo-Lenz<br />
<br />
Um personagem do pickpocket<br />
que atravessa no escuro o Inferno de Dante,<br />
o refém do estado onincompetente<br />
é meu negativo,<br />
Um Lenz duplicado<br />
em sua fusão<br />
com os ex poetas exilados por dentro<br />
de certo modo é ele quem provoca<br />
pequenas ondas e irradiações<br />
como uma pedrinha atirada<br />
na água-parada<br />
(Em São Paulo-SP)<br />
Uma pequena simulação de uma sombria revolução molecular<br />
na semana burocrática<br />
(Ah, os dias do mercado, as semanas e seus véus para encobrir uma guerra civil subterrânea)<br />
Uma guerra civil não declarada<br />
Eles serão rasgados, todos os véus<br />
Depois do carnaval vem a Copa<br />
Escutai, nenhuma trégua nos aguarda<br />
Não falai mais em esperança… Oh! Vós que governais…<br />
Esperança é o caralho!<br />
<br />
O que escreve poemas, profere a sentença<br />
do fundo do balcão de negócios<br />
de altos negócios:<br />
A polícia é o dragão de 3 cabeças<br />
Os comandos são a cauda.<br />
O que escreve é um poeta enterrado em Marcola<br />
como Dante em Savonarola<br />
À direita do dragão:<br />
Advogados e seus chicotes de retórica<br />
(A mesma desde Quintiliano)<br />
<br />
(Brasília-DF)<br />
Por duzentos euros<br />
Advogados-romanos compram um dos ecos<br />
da minha voz<br />
lendo Santo Agostinho<br />
dentro do Titanic-Negreiro<br />
<br />
(América Latina)<br />
O resultado:<br />
No New York Times<br />
a visão de um ônibus em chamas<br />
envia um nítido<br />
“Vão tomar no cu!”<br />
ao mundo inteiro…<br />
Esses ônibus, meus irmãos<br />
são ilhas em chamas<br />
no canto 12 do purgatório…<br />
À nossa esquerda<br />
Kafka conversa com Hitler<br />
no celular<br />
e isso será multiplicado…<br />
<br />
(A Avenida Paulista evolui para uma elipse e é invadida pelo vazio das 4 da manhã)<br />
Toquemos<br />
Os coros invisíveis de Stockhausen<br />
Nos carros, para os cães no futuro<br />
Futuro jardim dos doze mil comandos.<br />
No lugar de “Ordem e Progresso”,<br />
se escreverá:<br />
VIVA A POPULAÇÃO CARCERÁRIA!<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: DJ Rebeldia, Nigro, KF & Ismael Sendeski<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Cadenza dos Comandos<br />
<br />
Marcola: O Duplo-Lenz<br />
<br />
Um personagem do pickpocket<br />
que atravessa no escuro o Inferno de Dante,<br />
o refém do estado onincompetente<br />
é meu negativo,<br />
Um Lenz duplicado<br />
em sua fusão<br />
com os ex poetas exilados por dentro<br />
de certo modo é ele quem provoca<br />
pequenas ondas e irradiações<br />
como uma pedrinha atirada<br />
na água-parada<br />
(Em São Paulo-SP)<br />
Uma pequena simulação de uma sombria revolução molecular<br />
na semana burocrática<br />
(Ah, os dias do mercado, as semanas e seus véus para encobrir uma guerra civil subterrânea)<br />
Uma guerra civil não declarada<br />
Eles serão rasgados, todos os véus<br />
Depois do carnaval vem a Copa<br />
Escutai, nenhuma trégua nos aguarda<br />
Não falai mais em esperança… Oh! Vós que governais…<br />
Esperança é o caralho!<br />
<br />
O que escreve poemas, profere a sentença<br />
do fundo do balcão de negócios<br />
de altos negócios:<br />
A polícia é o dragão de 3 cabeças<br />
Os comandos são a cauda.<br />
O que escreve é um poeta enterrado em Marcola<br />
como Dante em Savonarola<br />
À direita do dragão:<br />
Advogados e seus chicotes de retórica<br />
(A mesma desde Quintiliano)<br />
<br />
(Brasília-DF)<br />
Por duzentos euros<br />
Advogados-romanos compram um dos ecos<br />
da minha voz<br />
lendo Santo Agostinho<br />
dentro do Titanic-Negreiro<br />
<br />
(América Latina)<br />
O resultado:<br />
No New York Times<br />
a visão de um ônibus em chamas<br />
envia um nítido<br />
“Vão tomar no cu!”<br />
ao mundo inteiro…<br />
Esses ônibus, meus irmãos<br />
são ilhas em chamas<br />
no canto 12 do purgatório…<br />
À nossa esquerda<br />
Kafka conversa com Hitler<br />
no celular<br />
e isso será multiplicado…<br />
<br />
(A Avenida Paulista evolui para uma elipse e é invadida pelo vazio das 4 da manhã)<br />
Toquemos<br />
Os coros invisíveis de Stockhausen<br />
Nos carros, para os cães no futuro<br />
Futuro jardim dos doze mil comandos.<br />
No lugar de “Ordem e Progresso”,<br />
se escreverá:<br />
VIVA A POPULAÇÃO CARCERÁRIA!<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: DJ Rebeldia, Nigro, KF & Ismael Sendeski<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Cadenza dos Comandos

Marcola: O Duplo-Lenz

Um personagem do pickpocket
que atravessa no escuro o Inferno de Dante,
o refém do estado onincompetente
é meu negativo,
Um Lenz duplicado
em sua fusão
com os ex poetas exilados por dentro
de certo modo é ele quem provoca
pequenas ondas e irradiações
como uma pedrinha atirada
na água-parada
(Em São Paulo-SP)
Uma pequena simulação de uma sombria revolução molecular
na semana burocrática
(Ah, os dias do mercado, as semanas e seus véus para encobrir uma guerra civil subterrânea)
Uma guerra civil não declarada
Eles serão rasgados, todos os véus
Depois do carnaval vem a Copa
Escutai, nenhuma trégua nos aguarda
Não falai mais em esperança… Oh! Vós que governais…
Esperança é o caralho!

O que escreve poemas, profere a sentença
do fundo do balcão de negócios
de altos negócios:
A polícia é o dragão de 3 cabeças
Os comandos são a cauda.
O que escreve é um poeta enterrado em Marcola
como Dante em Savonarola
À direita do dragão:
Advogados e seus chicotes de retórica
(A mesma desde Quintiliano)

(Brasília-DF)
Por duzentos euros
Advogados-romanos compram um dos ecos
da minha voz
lendo Santo Agostinho
dentro do Titanic-Negreiro

(América Latina)
O resultado:
No New York Times
a visão de um ônibus em chamas
envia um nítido
“Vão tomar no cu!”
ao mundo inteiro…
Esses ônibus, meus irmãos
são ilhas em chamas
no canto 12 do purgatório…
À nossa esquerda
Kafka conversa com Hitler
no celular
e isso será multiplicado…

(A Avenida Paulista evolui para uma elipse e é invadida pelo vazio das 4 da manhã)
Toquemos
Os coros invisíveis de Stockhausen
Nos carros, para os cães no futuro
Futuro jardim dos doze mil comandos.
No lugar de “Ordem e Progresso”,
se escreverá:
VIVA A POPULAÇÃO CARCERÁRIA!

Letra: Marcelo Ariel
Base: DJ Rebeldia, Nigro, KF & Ismael Sendeski
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                <pubDate>Tue, 08 Jan 2013 00:00:00 +0100</pubDate>
                
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[03.Cosmograma 6]]></title>
            <link>https://hearthis.at/scherzorajada/cosmograma6/</link>
            <itunes:author><![CDATA[Scherzo Rajada]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Cosmograma 6<br />
<br />
Muitos poemas poderiam ser extraídos da Mínima Moralia<br />
ou do silencioso amanhecer<br />
'Vá tomar no seu cu'<br />
diz a memória para o Ser<br />
é só mais um louco gritando no ponto de ônibus<br />
seu Maelstrom<br />
Não, este poema não contorna uma nitidez estratégica<br />
até tocar o dia do seu nascimento<br />
tão obscuro límpido quanto o dia da sua morte<br />
'Esquecimento é libertação'<br />
diz a História<br />
usando uma máscara de ausência<br />
segurando a cabeça do leão<br />
'Me converto em impossível nada'<br />
enquanto ouvimos Extra data<br />
do Sonic Youth no celular<br />
é o som do espírito saindo, arranhando o crânio,<br />
as sinapses etéreas fugindo para as copas das árvores,<br />
<br />
'Mas eu deixo um rastro harmônico, seus merdas'<br />
canta o próprio esquecimento<br />
de dentro da explosão solar,<br />
muitos poemas poderiam ser retirados<br />
de dentro desse silêncio<br />
que se materializa como luz<br />
dentro do ruído que somos,<br />
mas não há tempo...<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Cosmograma 6<br />
<br />
Muitos poemas poderiam ser extraídos da Mínima Moralia<br />
ou do silencioso amanhecer<br />
'Vá tomar no seu cu'<br />
diz a memória para o Ser<br />
é só mais um louco gritando no ponto de ônibus<br />
seu Maelstrom<br />
Não, este poema não contorna uma nitidez estratégica<br />
até tocar o dia do seu nascimento<br />
tão obscuro límpido quanto o dia da sua morte<br />
'Esquecimento é libertação'<br />
diz a História<br />
usando uma máscara de ausência<br />
segurando a cabeça do leão<br />
'Me converto em impossível nada'<br />
enquanto ouvimos Extra data<br />
do Sonic Youth no celular<br />
é o som do espírito saindo, arranhando o crânio,<br />
as sinapses etéreas fugindo para as copas das árvores,<br />
<br />
'Mas eu deixo um rastro harmônico, seus merdas'<br />
canta o próprio esquecimento<br />
de dentro da explosão solar,<br />
muitos poemas poderiam ser retirados<br />
de dentro desse silêncio<br />
que se materializa como luz<br />
dentro do ruído que somos,<br />
mas não há tempo...<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Cosmograma 6

Muitos poemas poderiam ser extraídos da Mínima Moralia
ou do silencioso amanhecer
'Vá tomar no seu cu'
diz a memória para o Ser
é só mais um louco gritando no ponto de ônibus
seu Maelstrom
Não, este poema não contorna uma nitidez estratégica
até tocar o dia do seu nascimento
tão obscuro límpido quanto o dia da sua morte
'Esquecimento é libertação'
diz a História
usando uma máscara de ausência
segurando a cabeça do leão
'Me converto em impossível nada'
enquanto ouvimos Extra data
do Sonic Youth no celular
é o som do espírito saindo, arranhando o crânio,
as sinapses etéreas fugindo para as copas das árvores,

'Mas eu deixo um rastro harmônico, seus merdas'
canta o próprio esquecimento
de dentro da explosão solar,
muitos poemas poderiam ser retirados
de dentro desse silêncio
que se materializa como luz
dentro do ruído que somos,
mas não há tempo...

Letra: Marcelo Ariel
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Sat, 08 Aug 2015 02:02:06 +0200</pubDate>
                
                <atom:updated>2015-08-08T02:02:06+02:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[04.Salmo para Palestina]]></title>
            <link>https://hearthis.at/scherzorajada/salmoparapalestina/</link>
            <itunes:author><![CDATA[Scherzo Rajada]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Salmo para Palestina<br />
<br />
Uma rosa de Sal<br />
não afunda:<br />
Ama.<br />
Uma rosa de cristal<br />
não morre:<br />
Brilha.<br />
Uma rosa de luz<br />
não compreende:<br />
Vive.<br />
Você ouvirá<br />
todas as rosas<br />
cantando seu nome<br />
Palestina<br />
No jardim<br />
que antes estava<br />
fechado para ti.<br />
Palestina<br />
A folha secando<br />
na areia<br />
não será mais<br />
a morte,<br />
mas o êxtase<br />
da fusão<br />
com o céu<br />
que tu agora chamas<br />
de chão,<br />
Palestina<br />
Será como uma oração<br />
este calor<br />
desenhando um arco<br />
em volta do teu coração<br />
Uma auréola<br />
de alegria e paz<br />
ao redor<br />
de qualquer rosto<br />
Palestina<br />
Amar qualquer rosto<br />
será mais<br />
do que amar uma Nação,<br />
Erramos quando pensamos<br />
Que o amor estava<br />
Ali, o amor é este lugar<br />
É qualquer rosto vivo e está aqui,<br />
Não é o deslocamento do azul do céu,<br />
Palestina<br />
Não é o sangue derramado<br />
não é o dinheiro, esta onda que avança<br />
por dentro do sangue de inúteis desertos<br />
até o fundo do oceano, destino de todo o ouro<br />
e depois sobe. volta<br />
até a absurda praia dos ossos.<br />
Palestina<br />
Eis o triunfo do amor<br />
Secando o mar de sangue .<br />
Teus mortos<br />
Verão o Sol frio como a Lua<br />
Incipit parodia<br />
Do mais real do que o sonho.<br />
Palestina<br />
Cesse de cantar a canção do impossível<br />
para a aragem<br />
do campo das beatitudes,<br />
que se apague<br />
da mente dos poetas<br />
este canto,<br />
onde Querubins sem braço<br />
com a cabeça enfaixada<br />
brincam com Azrael,<br />
O Poeta do povo<br />
dirá<br />
ao pisar no teu Solo:<br />
Sentimos o nascimento<br />
Dos braços,<br />
A queda<br />
Das asas<br />
E a das folhas<br />
Da árvore do bem e do mal,<br />
Agora nos consola<br />
Saber<br />
Que a palavra<br />
Mais sublime<br />
Não ilumina o suficiente,<br />
Que uma língua tocando a outra<br />
Não ilumina o suficiente<br />
Somente o olhar dos animais pacíficos<br />
Pastando nos teus campos<br />
Palestina<br />
Como a morte<br />
E o amor<br />
Iluminam<br />
este silêncio<br />
Dos mortos<br />
Para sempre.<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Salmo para Palestina<br />
<br />
Uma rosa de Sal<br />
não afunda:<br />
Ama.<br />
Uma rosa de cristal<br />
não morre:<br />
Brilha.<br />
Uma rosa de luz<br />
não compreende:<br />
Vive.<br />
Você ouvirá<br />
todas as rosas<br />
cantando seu nome<br />
Palestina<br />
No jardim<br />
que antes estava<br />
fechado para ti.<br />
Palestina<br />
A folha secando<br />
na areia<br />
não será mais<br />
a morte,<br />
mas o êxtase<br />
da fusão<br />
com o céu<br />
que tu agora chamas<br />
de chão,<br />
Palestina<br />
Será como uma oração<br />
este calor<br />
desenhando um arco<br />
em volta do teu coração<br />
Uma auréola<br />
de alegria e paz<br />
ao redor<br />
de qualquer rosto<br />
Palestina<br />
Amar qualquer rosto<br />
será mais<br />
do que amar uma Nação,<br />
Erramos quando pensamos<br />
Que o amor estava<br />
Ali, o amor é este lugar<br />
É qualquer rosto vivo e está aqui,<br />
Não é o deslocamento do azul do céu,<br />
Palestina<br />
Não é o sangue derramado<br />
não é o dinheiro, esta onda que avança<br />
por dentro do sangue de inúteis desertos<br />
até o fundo do oceano, destino de todo o ouro<br />
e depois sobe. volta<br />
até a absurda praia dos ossos.<br />
Palestina<br />
Eis o triunfo do amor<br />
Secando o mar de sangue .<br />
Teus mortos<br />
Verão o Sol frio como a Lua<br />
Incipit parodia<br />
Do mais real do que o sonho.<br />
Palestina<br />
Cesse de cantar a canção do impossível<br />
para a aragem<br />
do campo das beatitudes,<br />
que se apague<br />
da mente dos poetas<br />
este canto,<br />
onde Querubins sem braço<br />
com a cabeça enfaixada<br />
brincam com Azrael,<br />
O Poeta do povo<br />
dirá<br />
ao pisar no teu Solo:<br />
Sentimos o nascimento<br />
Dos braços,<br />
A queda<br />
Das asas<br />
E a das folhas<br />
Da árvore do bem e do mal,<br />
Agora nos consola<br />
Saber<br />
Que a palavra<br />
Mais sublime<br />
Não ilumina o suficiente,<br />
Que uma língua tocando a outra<br />
Não ilumina o suficiente<br />
Somente o olhar dos animais pacíficos<br />
Pastando nos teus campos<br />
Palestina<br />
Como a morte<br />
E o amor<br />
Iluminam<br />
este silêncio<br />
Dos mortos<br />
Para sempre.<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Salmo para Palestina

Uma rosa de Sal
não afunda:
Ama.
Uma rosa de cristal
não morre:
Brilha.
Uma rosa de luz
não compreende:
Vive.
Você ouvirá
todas as rosas
cantando seu nome
Palestina
No jardim
que antes estava
fechado para ti.
Palestina
A folha secando
na areia
não será mais
a morte,
mas o êxtase
da fusão
com o céu
que tu agora chamas
de chão,
Palestina
Será como uma oração
este calor
desenhando um arco
em volta do teu coração
Uma auréola
de alegria e paz
ao redor
de qualquer rosto
Palestina
Amar qualquer rosto
será mais
do que amar uma Nação,
Erramos quando pensamos
Que o amor estava
Ali, o amor é este lugar
É qualquer rosto vivo e está aqui,
Não é o deslocamento do azul do céu,
Palestina
Não é o sangue derramado
não é o dinheiro, esta onda que avança
por dentro do sangue de inúteis desertos
até o fundo do oceano, destino de todo o ouro
e depois sobe. volta
até a absurda praia dos ossos.
Palestina
Eis o triunfo do amor
Secando o mar de sangue .
Teus mortos
Verão o Sol frio como a Lua
Incipit parodia
Do mais real do que o sonho.
Palestina
Cesse de cantar a canção do impossível
para a aragem
do campo das beatitudes,
que se apague
da mente dos poetas
este canto,
onde Querubins sem braço
com a cabeça enfaixada
brincam com Azrael,
O Poeta do povo
dirá
ao pisar no teu Solo:
Sentimos o nascimento
Dos braços,
A queda
Das asas
E a das folhas
Da árvore do bem e do mal,
Agora nos consola
Saber
Que a palavra
Mais sublime
Não ilumina o suficiente,
Que uma língua tocando a outra
Não ilumina o suficiente
Somente o olhar dos animais pacíficos
Pastando nos teus campos
Palestina
Como a morte
E o amor
Iluminam
este silêncio
Dos mortos
Para sempre.

Letra: Marcelo Ariel
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 08 Jan 2013 00:00:00 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2013-01-08T00:00:00+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[05.Sol Dentro da Terra]]></title>
            <link>https://hearthis.at/scherzorajada/soldentrodaterra/</link>
            <itunes:author><![CDATA[Scherzo Rajada]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Poesia falada & musicada.
Poemas de Marcelo Ariel, bases de Ismael Sendeski & Kleber Nigro + convidados. 
Desde 2012.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Poesia falada & musicada.
Poemas de Marcelo Ariel, bases de Ismael Sendeski & Kleber Nigro + convidados. 
Desde 2012.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 08 Jan 2013 00:00:00 +0100</pubDate>
                
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[06.Nota Final]]></title>
            <link>https://hearthis.at/scherzorajada/notafinal/</link>
            <itunes:author><![CDATA[Scherzo Rajada]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Nota Final<br />
<br />
Os aspectos cosmológicos e cosmogônicos estão na primeira camada chamada de Infância com seus olhos de cão, de boi ou de cavalo e os aspectos lúdicos na segunda camada. Crianças grandes penetram nesse jardim, crianças pequenas jamais saíram dele.<br />
<br />
Aqui sim, temos uma metafísica da poesia ampliada até o tempo-eternidade<br />
Aqui sim,<br />
Aqui sim, temos uma metafísica da poesia ampliada até o tempo-eternidade<br />
<br />
Na adolescência ou estado de perambulação interior temos a exploração onírica do acaso, algo que nos aproxima de uma síntese entre o fogo natural e o sobrenatural, em outra temporalidade que exige um silêncio de observação, que só teremos na velhice e que deveríamos exercitar depois perante o resto de nossas mortes cronológicas ou solturas internas que só os que se afastam muito do barulho do mundo são capazes de anular sendo ‘Ninguém’, principalmente do afastamento do mundo coberto de códigos de linguagem  sempre se alterando sem significar jamais algo verdadeiro como um segredo. <br />
Estes leitores raros do véu não perdem o contato com o sentido mais simples e acessível desse sentimento sem nome que jamais teve qualquer relação com a paixão, com o dinheiro ou  com a palavra e serão capazes de tocar na árvore da transformação desses códigos que fantasmagorizam o mundo em um abraço absoluto e através desse abraço na árvore do conhecimento do real, chegar a uma amálgama de silêncios onde desenho e símbolo evocam a única alma que existe e é tudo e todas as coisas.<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Nigro, KF & Ismael Sendeski]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Nota Final<br />
<br />
Os aspectos cosmológicos e cosmogônicos estão na primeira camada chamada de Infância com seus olhos de cão, de boi ou de cavalo e os aspectos lúdicos na segunda camada. Crianças grandes penetram nesse jardim, crianças pequenas jamais saíram dele.<br />
<br />
Aqui sim, temos uma metafísica da poesia ampliada até o tempo-eternidade<br />
Aqui sim,<br />
Aqui sim, temos uma metafísica da poesia ampliada até o tempo-eternidade<br />
<br />
Na adolescência ou estado de perambulação interior temos a exploração onírica do acaso, algo que nos aproxima de uma síntese entre o fogo natural e o sobrenatural, em outra temporalidade que exige um silêncio de observação, que só teremos na velhice e que deveríamos exercitar depois perante o resto de nossas mortes cronológicas ou solturas internas que só os que se afastam muito do barulho do mundo são capazes de anular sendo ‘Ninguém’, principalmente do afastamento do mundo coberto de códigos de linguagem  sempre se alterando sem significar jamais algo verdadeiro como um segredo. <br />
Estes leitores raros do véu não perdem o contato com o sentido mais simples e acessível desse sentimento sem nome que jamais teve qualquer relação com a paixão, com o dinheiro ou  com a palavra e serão capazes de tocar na árvore da transformação desses códigos que fantasmagorizam o mundo em um abraço absoluto e através desse abraço na árvore do conhecimento do real, chegar a uma amálgama de silêncios onde desenho e símbolo evocam a única alma que existe e é tudo e todas as coisas.<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Nigro, KF & Ismael Sendeski]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Nota Final

Os aspectos cosmológicos e cosmogônicos estão na primeira camada chamada de Infância com seus olhos de cão, de boi ou de cavalo e os aspectos lúdicos na segunda camada. Crianças grandes penetram nesse jardim, crianças pequenas jamais saíram dele.

Aqui sim, temos uma metafísica da poesia ampliada até o tempo-eternidade
Aqui sim,
Aqui sim, temos uma metafísica da poesia ampliada até o tempo-eternidade

Na adolescência ou estado de perambulação interior temos a exploração onírica do acaso, algo que nos aproxima de uma síntese entre o fogo natural e o sobrenatural, em outra temporalidade que exige um silêncio de observação, que só teremos na velhice e que deveríamos exercitar depois perante o resto de nossas mortes cronológicas ou solturas internas que só os que se afastam muito do barulho do mundo são capazes de anular sendo ‘Ninguém’, principalmente do afastamento do mundo coberto de códigos de linguagem  sempre se alterando sem significar jamais algo verdadeiro como um segredo. 
Estes leitores raros do véu não perdem o contato com o sentido mais simples e acessível desse sentimento sem nome que jamais teve qualquer relação com a paixão, com o dinheiro ou  com a palavra e serão capazes de tocar na árvore da transformação desses códigos que fantasmagorizam o mundo em um abraço absoluto e através desse abraço na árvore do conhecimento do real, chegar a uma amálgama de silêncios onde desenho e símbolo evocam a única alma que existe e é tudo e todas as coisas.

Letra: Marcelo Ariel
Base: Nigro, KF & Ismael Sendeski]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 08 Jan 2013 00:00:00 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2013-01-08T00:00:00+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[07.Beckett Celular]]></title>
            <link>https://hearthis.at/scherzorajada/beckettcelular/</link>
            <itunes:author><![CDATA[Scherzo Rajada]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Beckett Celular<br />
<br />
Vida Guerra atirou o recém-nascido do quarto andar e antes que aquele boneco do Farnese chegasse ao chão ele explodiu e de dentro do recém-nascido saíram vários celulares com mp3 e mp20 câmera digitais holográficas...antes que eles...os celulares tocassem o solo se transformaram em mendigos do futuro formados na PUC,USP,UNICAMP, MACKENZIE e etc... mendigos e outros fantasmas invisíveis...visíveis por 30 segundos por causa das 9.000 câmeras da Avenida Geral ( Ex-Avenida Paulista)<br />
Um dos mendigos com mestrado em física antes de desaparecer ouviu o poema dizer:<br />
- Basta você não ter dinheiro para ser um fantasma invisível lendo isto ou<br />
-Basta você ter muito dinheiro para ser um fantasma vivo lendo isto.<br />
-Não há nenhuma indiferença disse o vento de 350 km por hora<br />
-Não, nenhuma diferença disse o celular escondido dentro da buceta da menina de 17 anos que acabou de entrar no presídio-escola para foder sem camisinha com o interno FunK-Show que ela conheceu no msn-3.000 do Google-zone Bank<br />
Ela vai ficar grávida...Ele vai desligar o celular...O ex-presidente vai mandar desligar os aparelhos...A presidente vai aparecer na tv digital de 11 milhões de canais...O mendigo que estava lendo Voltaire vai encontrar outro recém-nascido no lixo...O ex-mendigo agora pseudo-terrorista simbólico vai escrever no muro do presídio-escola:<br />
'Não no Brasil....O Não nunca no brasil...Sim jamais no Brasil....O Brasil no nunca..sempre para o nunca..Amém!'<br />
E aqui onde estamos 'GANHEI' foi o que ele disse para o ministro antes de cair...antes de cair na poltrona...do corpo do ex presidente travesti saíram vários celulares e todos vibraram enquanto ele dormia<br />
num deles..o fantasma do ex-presidente tentava em vão falar com o presidente-fantasma...O ex-mendigo do meio do poema segurando o recém-nascido tirado do lixo disse como se rezasse:<br />
-Seja bem vindo GODOT!<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Beckett Celular<br />
<br />
Vida Guerra atirou o recém-nascido do quarto andar e antes que aquele boneco do Farnese chegasse ao chão ele explodiu e de dentro do recém-nascido saíram vários celulares com mp3 e mp20 câmera digitais holográficas...antes que eles...os celulares tocassem o solo se transformaram em mendigos do futuro formados na PUC,USP,UNICAMP, MACKENZIE e etc... mendigos e outros fantasmas invisíveis...visíveis por 30 segundos por causa das 9.000 câmeras da Avenida Geral ( Ex-Avenida Paulista)<br />
Um dos mendigos com mestrado em física antes de desaparecer ouviu o poema dizer:<br />
- Basta você não ter dinheiro para ser um fantasma invisível lendo isto ou<br />
-Basta você ter muito dinheiro para ser um fantasma vivo lendo isto.<br />
-Não há nenhuma indiferença disse o vento de 350 km por hora<br />
-Não, nenhuma diferença disse o celular escondido dentro da buceta da menina de 17 anos que acabou de entrar no presídio-escola para foder sem camisinha com o interno FunK-Show que ela conheceu no msn-3.000 do Google-zone Bank<br />
Ela vai ficar grávida...Ele vai desligar o celular...O ex-presidente vai mandar desligar os aparelhos...A presidente vai aparecer na tv digital de 11 milhões de canais...O mendigo que estava lendo Voltaire vai encontrar outro recém-nascido no lixo...O ex-mendigo agora pseudo-terrorista simbólico vai escrever no muro do presídio-escola:<br />
'Não no Brasil....O Não nunca no brasil...Sim jamais no Brasil....O Brasil no nunca..sempre para o nunca..Amém!'<br />
E aqui onde estamos 'GANHEI' foi o que ele disse para o ministro antes de cair...antes de cair na poltrona...do corpo do ex presidente travesti saíram vários celulares e todos vibraram enquanto ele dormia<br />
num deles..o fantasma do ex-presidente tentava em vão falar com o presidente-fantasma...O ex-mendigo do meio do poema segurando o recém-nascido tirado do lixo disse como se rezasse:<br />
-Seja bem vindo GODOT!<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Beckett Celular

Vida Guerra atirou o recém-nascido do quarto andar e antes que aquele boneco do Farnese chegasse ao chão ele explodiu e de dentro do recém-nascido saíram vários celulares com mp3 e mp20 câmera digitais holográficas...antes que eles...os celulares tocassem o solo se transformaram em mendigos do futuro formados na PUC,USP,UNICAMP, MACKENZIE e etc... mendigos e outros fantasmas invisíveis...visíveis por 30 segundos por causa das 9.000 câmeras da Avenida Geral ( Ex-Avenida Paulista)
Um dos mendigos com mestrado em física antes de desaparecer ouviu o poema dizer:
- Basta você não ter dinheiro para ser um fantasma invisível lendo isto ou
-Basta você ter muito dinheiro para ser um fantasma vivo lendo isto.
-Não há nenhuma indiferença disse o vento de 350 km por hora
-Não, nenhuma diferença disse o celular escondido dentro da buceta da menina de 17 anos que acabou de entrar no presídio-escola para foder sem camisinha com o interno FunK-Show que ela conheceu no msn-3.000 do Google-zone Bank
Ela vai ficar grávida...Ele vai desligar o celular...O ex-presidente vai mandar desligar os aparelhos...A presidente vai aparecer na tv digital de 11 milhões de canais...O mendigo que estava lendo Voltaire vai encontrar outro recém-nascido no lixo...O ex-mendigo agora pseudo-terrorista simbólico vai escrever no muro do presídio-escola:
'Não no Brasil....O Não nunca no brasil...Sim jamais no Brasil....O Brasil no nunca..sempre para o nunca..Amém!'
E aqui onde estamos 'GANHEI' foi o que ele disse para o ministro antes de cair...antes de cair na poltrona...do corpo do ex presidente travesti saíram vários celulares e todos vibraram enquanto ele dormia
num deles..o fantasma do ex-presidente tentava em vão falar com o presidente-fantasma...O ex-mendigo do meio do poema segurando o recém-nascido tirado do lixo disse como se rezasse:
-Seja bem vindo GODOT!

Letra: Marcelo Ariel
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 08 Jan 2013 00:00:00 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2013-01-08T00:00:00+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[08.Carta pra Morte]]></title>
            <link>https://hearthis.at/scherzorajada/cartapramorte/</link>
            <itunes:author><![CDATA[Scherzo Rajada]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Carta pra Morte<br />
<br />
Imagino Camões<br />
a vala onde morto estava;<br />
O quarto onde<br />
encontraram<br />
o cadáver de João Antônio;<br />
O sapato<br />
que Antonin Artaud segurava;<br />
No paletó<br />
de Garcia Lorca<br />
a flor intacta;<br />
A cama<br />
molhada de suor<br />
do último sono<br />
de Caio Fernando;<br />
O prato vazio<br />
que caiu das mãos<br />
de Osip Mandelstam;<br />
Os círculos<br />
na água<br />
provocados<br />
pelo corpo de Paul Celan…<br />
Devo parabenizá-la por estes momentos<br />
de uma estilística<br />
sempre surpreendente e rara<br />
Somente às vezes<br />
ofuscada<br />
Pelos lampejos precários<br />
desta luz fraca<br />
Que caminha<br />
nos espelhos e nas capas<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Nigro, KF & Ismael Sendeski]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Carta pra Morte<br />
<br />
Imagino Camões<br />
a vala onde morto estava;<br />
O quarto onde<br />
encontraram<br />
o cadáver de João Antônio;<br />
O sapato<br />
que Antonin Artaud segurava;<br />
No paletó<br />
de Garcia Lorca<br />
a flor intacta;<br />
A cama<br />
molhada de suor<br />
do último sono<br />
de Caio Fernando;<br />
O prato vazio<br />
que caiu das mãos<br />
de Osip Mandelstam;<br />
Os círculos<br />
na água<br />
provocados<br />
pelo corpo de Paul Celan…<br />
Devo parabenizá-la por estes momentos<br />
de uma estilística<br />
sempre surpreendente e rara<br />
Somente às vezes<br />
ofuscada<br />
Pelos lampejos precários<br />
desta luz fraca<br />
Que caminha<br />
nos espelhos e nas capas<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Nigro, KF & Ismael Sendeski]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Carta pra Morte

Imagino Camões
a vala onde morto estava;
O quarto onde
encontraram
o cadáver de João Antônio;
O sapato
que Antonin Artaud segurava;
No paletó
de Garcia Lorca
a flor intacta;
A cama
molhada de suor
do último sono
de Caio Fernando;
O prato vazio
que caiu das mãos
de Osip Mandelstam;
Os círculos
na água
provocados
pelo corpo de Paul Celan…
Devo parabenizá-la por estes momentos
de uma estilística
sempre surpreendente e rara
Somente às vezes
ofuscada
Pelos lampejos precários
desta luz fraca
Que caminha
nos espelhos e nas capas

Letra: Marcelo Ariel
Base: Nigro, KF & Ismael Sendeski]]></itunes:summary>
            <itunes:image href="https://img.hearthis.at/2/5/1/_/uploads/241051/image_track/300534/w1400_h1400_q70_ptrue_v2_----cropped_82e4a3353f61fa6a541ec5e57c743cbd_1438994152.jpg" />
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                <pubDate>Tue, 08 Jan 2013 00:00:00 +0100</pubDate>
                
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        <item>
            <title><![CDATA[09.Soco na Névoa]]></title>
            <link>https://hearthis.at/scherzorajada/soconanevoa/</link>
            <itunes:author><![CDATA[Scherzo Rajada]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Soco na névoa<br />
<br />
O Paradoxo:<br />
<br />
A enfermeira comenta sobre os fetos que ficam no útero além do tempo necessário, suas unhas crescem e como são finas, eles se cortam no rosto, sua pele se descola do corpo, eles evacuam e depois de comerem as próprias fezes sem terem nascido morrem e apodrecem.<br />
<br />
A Porta:<br />
<br />
Fumando uma idéia<br />
dentro desse açougue metafísico :<br />
É quase impossível<br />
não pensar no paradoxo<br />
quando irrompe nas esquinas,<br />
a humanidade<br />
com sua corrompida verticalidade<br />
que jamais se tornará o diamante<br />
sonhado pelo SER em Bento Prado Jr.<br />
se proliferando como a imaginação paralisada<br />
como o som da chuva<br />
atravessando gerações de nuvens<br />
até ser ofuscado por essa matéria escura<br />
do Sr. Paul Klee,<br />
impossível não-pensar nisso<br />
ao vermos a turba exilada<br />
em tristes pedaços de carne<br />
sem nenhum êxtase<br />
ou os incontáveis mortos<br />
imitando a concha<br />
no ácido do sublime<br />
carvão do Eu :<br />
Eu<br />
( Um assassino se escondendo dentro do tempo )<br />
Enviando a essência franqueada para campos de concentração dentro do Sol<br />
( Seus raios cantando o infinito-foda-se )<br />
Impossível não pensar nos olhos<br />
Do Saturno do Sr. Goya<br />
Na capa do Ou o poema contínuo Do Sr. Herberto Helder<br />
Saturno mirando os raios, estes que escrevem<br />
um cachorro morto no céu .<br />
Impossível não pensar no Mozart-quântico<br />
que mora no fundo da multidão-sono<br />
como uma mônada-semente que não vinga<br />
apodrecendo no jardim esquizocênico...<br />
Não pensar<br />
nas balas-perdidas, no perfume das granadas<br />
explodindo no bar das Parcas...<br />
Num eclipse-invertido seguido de uma chuva fina<br />
por dentro do olhar<br />
da criança recém-esquecida...<br />
no lixão<br />
Nesse bar-iceberg para o barco-bêbado no sangue<br />
dos amantes-kamikases<br />
( Não há outros?)<br />
habitando como Mozart o fracasso da fusão<br />
do um em um<br />
( Nuvens de vapor)<br />
no céu de Titanic-world...<br />
Impossível não pensar no fracasso invisível<br />
dos cadernos de cultura<br />
onde o tédio de Camus<br />
encontra o de Valéry<br />
e ambos são dissolvidos<br />
pelo olhar de um catador de papel<br />
às 4 da manhã na portaria da USP<br />
( Apenas um esqueleto de vento comenta essa idéia esquiva)<br />
Enquanto ainda sonhamos<br />
com a devolução das auroras roubadas<br />
ou com o cheque sem fundos do carinho entre estranhos,<br />
impossível não pensar na covardia disso:<br />
A visão de um catador de papel neutro-efervescente totalmente anulado pelo primeiro círculo,<br />
de Dante<br />
nem na covardia desse falso-poema<br />
da ficçionalização do encoberto<br />
ou em outras nadificações<br />
que alimentam em nós<br />
o olhar de Saturno<br />
e o desejo por carnificinas tão banais<br />
que equivalem a ouvir, no cinema<br />
um celular tocando no meio do filme,<br />
como um veneno para o sentido oculto<br />
nas vozes dos atores,<br />
anulando, não as chacinas, mas a intensidade<br />
das ausências,<br />
como um grito em Bach.<br />
<br />
Pausa para uma pergunta:<br />
<br />
É melhor continuar sendo o fantasma de um poema ou em um poema?<br />
Ou outra pergunta ?<br />
Que se abre no sono-dos-sonos<br />
da superficialidade, nessa massa flutuante<br />
de anti-seres,<br />
onde alguma coisa há<br />
indo de encontro, ao nada- absoluto<br />
que não há.<br />
É impossível não pensar no pouco tempo que nos resta<br />
Para tentar voltar ao outro :<br />
Ao outro-agora.<br />
Impossível não pensar na gratuidade,<br />
onde o Sol nasce pisando nas nuvens,<br />
para vomitar sua luz<br />
no banheiro sujo da humanidade :<br />
Esse oceano imóvel...<br />
Não pensar nessa chuva<br />
de satoris falsificados<br />
através do sonho das multidões...<br />
Nem na implosão dos cemitérios verticais da arte<br />
Criando um gigantesco anti-smog<br />
Para o sono dos sentidos...<br />
<br />
Impossível não pensar no cansaço da visibilidade ,<br />
Na inauguração da fábrica de suicidas-amadores,<br />
(Não há outros?)<br />
Na essência evaporada<br />
passando pelo buraco da agulha<br />
e desaparecendo no brilho surdo<br />
da película de Berkeley.<br />
Podemos ouvir nos ossos a voz<br />
do grão de areia<br />
cantando o nosso nome para o azul,<br />
na tela Solidão do Sr. Iberê Camargo.<br />
Não pensar no pouco tempo<br />
Para projetar nosso riso<br />
na festa dos cadáveres sem centro,<br />
isso equivale ao sono desesperto<br />
na saída do baile funk<br />
ou ao sono-allegro-disperso<br />
de uma festinha universitária,<br />
na USP, UNICAMP, Mackenzie, etc<br />
em todas erguemos um brinde seco<br />
para o véu do corpo,<br />
enquanto a verdadeira festa móvel dos galhos<br />
avança pelos destroços da calçada,<br />
até alcançar os do asfalto,<br />
ali os pneus dos carros cantam uma ária dodecafônica<br />
para as marcas<br />
das calcinhas nas bundinhas das mãezinhas<br />
de 13,14,15,16,17,18,19,20 e 21<br />
que rebolam para o sempre e o mesmo,<br />
opaciadas<br />
por essas minúsculas asinhas de Ícaro<br />
quebradas e retorcidas em seus ventres,<br />
como seqüestrados em porta-malas,<br />
crianças que irão cair<br />
para o sempre e o mesmo rútilo<br />
vaso sanitário do projeto humano :<br />
Uma biblioteca deserta nos subterrâneos<br />
de uma igreja gótica abandonada...<br />
Enquanto isso,<br />
Um bêbado canta um hino<br />
Que mistura os hinos<br />
do Corinthias e do Flamengo<br />
com o Hino Nacional<br />
e o resultado parace mais autêntico<br />
do que o país em si...<br />
É impossível não pensar em esculpir<br />
um cão negro com os restos dessa criança índia<br />
jogada na vala<br />
do silêncio<br />
ou na gaveta de cimento<br />
das cintilâncias vazias.<br />
Essa é para o Sr. Auden :<br />
O cemitério da memória transcende a ficção dos fatos?<br />
Posso ouvir a sua voz ecoando no jardim, dublada<br />
Pelo esqueleto azul de Bruno Tolentino<br />
No fundo do rio Tietê:<br />
Por exemplo, em Hamlet, é fácil notar que o amor e a morte possuem a lógica de um assassinato,<br />
com uma sutil diferença... No amor a ausência<br />
é evocada para tentar materializar o fantasma de um<br />
vivo.<br />
Na morte, a vala comum do silêncio<br />
explode e amplia o meio do rosto,<br />
pétalas caem para dentro...<br />
Por que não conseguimos contornar o nada com nossa mudez?<br />
E há um não-grito caindo<br />
No piso do Banco Dostoievski, do Hotel Proust,<br />
Do Gogol Bank...<br />
Que acaba de comprar a China<br />
Um não grito no cemitério clandestino do universo...<br />
Ainda estou no açougue-presídio, a chegada da tropa de choque não me acordou do metafísico.<br />
É impossível não comparar<br />
a chegada da tropa de choque<br />
com a inércia dos anti-corpos...<br />
Não pensar em Simone Weil<br />
se esquecendo de Jesus<br />
no meio da chuva :<br />
E se a partícula pensa.<br />
Ela pensa.<br />
Também choveu no banho de sol<br />
Interrompido pela rebelião<br />
em volta do presídio de segurança máxima,<br />
centenas de teresas em chamas,<br />
formam uma flor<br />
<br />
São os comandos de um lado e as facções do outro<br />
Ela está pensando,<br />
dentro da cabine do helicóptero<br />
da polícia ou da CIA<br />
( Que diferença fará?)<br />
Pensa a policial...<br />
Nem mesmo são coisas, como podem pensar? Como podem se revoltar?<br />
Simone Weil diz para a chuva.<br />
A mesma chuva que dezenas de anos depois<br />
molha o visor do capacete dos soldados,<br />
Simone Weil passa por mim e entra na fábrica.<br />
Esqueça a tropa de choque, procuro pensar,<br />
pensar como as partículas,<br />
pensar nos mortos que sonham conosco<br />
quando estamos acordados,<br />
pensar no fantasma do universo,<br />
nos raios desse fantasma<br />
saindo do Sol,<br />
em Cy Twonbly<br />
desenhando o canto dos pássaros<br />
dentro do açougue.<br />
Em Mozart...<br />
É melhor não.<br />
Me dizem as partículas-Bartleby<br />
O nome do jogo é sonhar, não pensar<br />
Pode ser uma bela inversão da lógica da morte,<br />
ao tentar não-pensar penso, logo, sonho.<br />
Sonho com Chet Baker fumando um cigarro<br />
na sacada do hotel, antes de cair,<br />
com minha mãe morta me acordando,<br />
sonho que não existo,<br />
sonho com Baudelaire dizendo que :<br />
A vida humana vale menos do que uma fábula .<br />
A vida humana vale menos que um conto dos irmãos Grimm<br />
Sonho que Humphrey Bogart e Camus são a mesma pessoa,<br />
sonho que Miles e Coltrane estão tocando com os Beatles,<br />
sonho que Jorge de Lima está lendo A invenção de Orfeu<br />
para Brian Wilson<br />
em uma senzala no Haiti,<br />
sonho que sou um peixe de gelo e lentamente me transformo num peixe de fogo,<br />
sonho que acordo e não me lembro onde deixei meu corpo,<br />
sonho que acordo e não me lembro de ter acordado<br />
e as duas sensações são a mesma,<br />
sonho que posso enxergar a energia do silêncio,<br />
sonho que acordo fora do sonho e pergunto :<br />
Pergunto ao silencioso inferno que não funciona direito,<br />
Pergunto ao paraíso invisível<br />
Visível apenas para o fantasma das crianças<br />
Pergunto ao alto fundo dos oceanos,<br />
Ao imóvel fantasma do universo,<br />
Que vive dentro da criança fantasma<br />
pergunto para as paradas cardíacas,<br />
para os buracos negros das balas,<br />
para o brilho e a fumaça dos pneus queimando<br />
MEU CORPO,<br />
Para os soldados de 13,14,15,16,17,18,19,20 e 21<br />
Cantando e dançando em volta da fogueira...<br />
Para a escuridão das covas vazias,<br />
para os espaços livres da minha presença,<br />
infinitos ou não, que importa?<br />
Pergunto anulando o não-grito :<br />
Se não há tempo nenhum, em lugar algum, que estranho anti-sonho é esse, onde nada revela sua essência e propósito?<br />
E a resposta, meus caros,<br />
É como um soco,<br />
Tão forte que me joga para fora,<br />
Tão óbvia, que me recuso a dizê-la.<br />
Apenas me levanto<br />
Dentro de mim mesmo<br />
Em algo que jamais senti ou pensei antes<br />
E entro na Névoa.<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF<br />
Baixo: Miro Dantas]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Soco na névoa<br />
<br />
O Paradoxo:<br />
<br />
A enfermeira comenta sobre os fetos que ficam no útero além do tempo necessário, suas unhas crescem e como são finas, eles se cortam no rosto, sua pele se descola do corpo, eles evacuam e depois de comerem as próprias fezes sem terem nascido morrem e apodrecem.<br />
<br />
A Porta:<br />
<br />
Fumando uma idéia<br />
dentro desse açougue metafísico :<br />
É quase impossível<br />
não pensar no paradoxo<br />
quando irrompe nas esquinas,<br />
a humanidade<br />
com sua corrompida verticalidade<br />
que jamais se tornará o diamante<br />
sonhado pelo SER em Bento Prado Jr.<br />
se proliferando como a imaginação paralisada<br />
como o som da chuva<br />
atravessando gerações de nuvens<br />
até ser ofuscado por essa matéria escura<br />
do Sr. Paul Klee,<br />
impossível não-pensar nisso<br />
ao vermos a turba exilada<br />
em tristes pedaços de carne<br />
sem nenhum êxtase<br />
ou os incontáveis mortos<br />
imitando a concha<br />
no ácido do sublime<br />
carvão do Eu :<br />
Eu<br />
( Um assassino se escondendo dentro do tempo )<br />
Enviando a essência franqueada para campos de concentração dentro do Sol<br />
( Seus raios cantando o infinito-foda-se )<br />
Impossível não pensar nos olhos<br />
Do Saturno do Sr. Goya<br />
Na capa do Ou o poema contínuo Do Sr. Herberto Helder<br />
Saturno mirando os raios, estes que escrevem<br />
um cachorro morto no céu .<br />
Impossível não pensar no Mozart-quântico<br />
que mora no fundo da multidão-sono<br />
como uma mônada-semente que não vinga<br />
apodrecendo no jardim esquizocênico...<br />
Não pensar<br />
nas balas-perdidas, no perfume das granadas<br />
explodindo no bar das Parcas...<br />
Num eclipse-invertido seguido de uma chuva fina<br />
por dentro do olhar<br />
da criança recém-esquecida...<br />
no lixão<br />
Nesse bar-iceberg para o barco-bêbado no sangue<br />
dos amantes-kamikases<br />
( Não há outros?)<br />
habitando como Mozart o fracasso da fusão<br />
do um em um<br />
( Nuvens de vapor)<br />
no céu de Titanic-world...<br />
Impossível não pensar no fracasso invisível<br />
dos cadernos de cultura<br />
onde o tédio de Camus<br />
encontra o de Valéry<br />
e ambos são dissolvidos<br />
pelo olhar de um catador de papel<br />
às 4 da manhã na portaria da USP<br />
( Apenas um esqueleto de vento comenta essa idéia esquiva)<br />
Enquanto ainda sonhamos<br />
com a devolução das auroras roubadas<br />
ou com o cheque sem fundos do carinho entre estranhos,<br />
impossível não pensar na covardia disso:<br />
A visão de um catador de papel neutro-efervescente totalmente anulado pelo primeiro círculo,<br />
de Dante<br />
nem na covardia desse falso-poema<br />
da ficçionalização do encoberto<br />
ou em outras nadificações<br />
que alimentam em nós<br />
o olhar de Saturno<br />
e o desejo por carnificinas tão banais<br />
que equivalem a ouvir, no cinema<br />
um celular tocando no meio do filme,<br />
como um veneno para o sentido oculto<br />
nas vozes dos atores,<br />
anulando, não as chacinas, mas a intensidade<br />
das ausências,<br />
como um grito em Bach.<br />
<br />
Pausa para uma pergunta:<br />
<br />
É melhor continuar sendo o fantasma de um poema ou em um poema?<br />
Ou outra pergunta ?<br />
Que se abre no sono-dos-sonos<br />
da superficialidade, nessa massa flutuante<br />
de anti-seres,<br />
onde alguma coisa há<br />
indo de encontro, ao nada- absoluto<br />
que não há.<br />
É impossível não pensar no pouco tempo que nos resta<br />
Para tentar voltar ao outro :<br />
Ao outro-agora.<br />
Impossível não pensar na gratuidade,<br />
onde o Sol nasce pisando nas nuvens,<br />
para vomitar sua luz<br />
no banheiro sujo da humanidade :<br />
Esse oceano imóvel...<br />
Não pensar nessa chuva<br />
de satoris falsificados<br />
através do sonho das multidões...<br />
Nem na implosão dos cemitérios verticais da arte<br />
Criando um gigantesco anti-smog<br />
Para o sono dos sentidos...<br />
<br />
Impossível não pensar no cansaço da visibilidade ,<br />
Na inauguração da fábrica de suicidas-amadores,<br />
(Não há outros?)<br />
Na essência evaporada<br />
passando pelo buraco da agulha<br />
e desaparecendo no brilho surdo<br />
da película de Berkeley.<br />
Podemos ouvir nos ossos a voz<br />
do grão de areia<br />
cantando o nosso nome para o azul,<br />
na tela Solidão do Sr. Iberê Camargo.<br />
Não pensar no pouco tempo<br />
Para projetar nosso riso<br />
na festa dos cadáveres sem centro,<br />
isso equivale ao sono desesperto<br />
na saída do baile funk<br />
ou ao sono-allegro-disperso<br />
de uma festinha universitária,<br />
na USP, UNICAMP, Mackenzie, etc<br />
em todas erguemos um brinde seco<br />
para o véu do corpo,<br />
enquanto a verdadeira festa móvel dos galhos<br />
avança pelos destroços da calçada,<br />
até alcançar os do asfalto,<br />
ali os pneus dos carros cantam uma ária dodecafônica<br />
para as marcas<br />
das calcinhas nas bundinhas das mãezinhas<br />
de 13,14,15,16,17,18,19,20 e 21<br />
que rebolam para o sempre e o mesmo,<br />
opaciadas<br />
por essas minúsculas asinhas de Ícaro<br />
quebradas e retorcidas em seus ventres,<br />
como seqüestrados em porta-malas,<br />
crianças que irão cair<br />
para o sempre e o mesmo rútilo<br />
vaso sanitário do projeto humano :<br />
Uma biblioteca deserta nos subterrâneos<br />
de uma igreja gótica abandonada...<br />
Enquanto isso,<br />
Um bêbado canta um hino<br />
Que mistura os hinos<br />
do Corinthias e do Flamengo<br />
com o Hino Nacional<br />
e o resultado parace mais autêntico<br />
do que o país em si...<br />
É impossível não pensar em esculpir<br />
um cão negro com os restos dessa criança índia<br />
jogada na vala<br />
do silêncio<br />
ou na gaveta de cimento<br />
das cintilâncias vazias.<br />
Essa é para o Sr. Auden :<br />
O cemitério da memória transcende a ficção dos fatos?<br />
Posso ouvir a sua voz ecoando no jardim, dublada<br />
Pelo esqueleto azul de Bruno Tolentino<br />
No fundo do rio Tietê:<br />
Por exemplo, em Hamlet, é fácil notar que o amor e a morte possuem a lógica de um assassinato,<br />
com uma sutil diferença... No amor a ausência<br />
é evocada para tentar materializar o fantasma de um<br />
vivo.<br />
Na morte, a vala comum do silêncio<br />
explode e amplia o meio do rosto,<br />
pétalas caem para dentro...<br />
Por que não conseguimos contornar o nada com nossa mudez?<br />
E há um não-grito caindo<br />
No piso do Banco Dostoievski, do Hotel Proust,<br />
Do Gogol Bank...<br />
Que acaba de comprar a China<br />
Um não grito no cemitério clandestino do universo...<br />
Ainda estou no açougue-presídio, a chegada da tropa de choque não me acordou do metafísico.<br />
É impossível não comparar<br />
a chegada da tropa de choque<br />
com a inércia dos anti-corpos...<br />
Não pensar em Simone Weil<br />
se esquecendo de Jesus<br />
no meio da chuva :<br />
E se a partícula pensa.<br />
Ela pensa.<br />
Também choveu no banho de sol<br />
Interrompido pela rebelião<br />
em volta do presídio de segurança máxima,<br />
centenas de teresas em chamas,<br />
formam uma flor<br />
<br />
São os comandos de um lado e as facções do outro<br />
Ela está pensando,<br />
dentro da cabine do helicóptero<br />
da polícia ou da CIA<br />
( Que diferença fará?)<br />
Pensa a policial...<br />
Nem mesmo são coisas, como podem pensar? Como podem se revoltar?<br />
Simone Weil diz para a chuva.<br />
A mesma chuva que dezenas de anos depois<br />
molha o visor do capacete dos soldados,<br />
Simone Weil passa por mim e entra na fábrica.<br />
Esqueça a tropa de choque, procuro pensar,<br />
pensar como as partículas,<br />
pensar nos mortos que sonham conosco<br />
quando estamos acordados,<br />
pensar no fantasma do universo,<br />
nos raios desse fantasma<br />
saindo do Sol,<br />
em Cy Twonbly<br />
desenhando o canto dos pássaros<br />
dentro do açougue.<br />
Em Mozart...<br />
É melhor não.<br />
Me dizem as partículas-Bartleby<br />
O nome do jogo é sonhar, não pensar<br />
Pode ser uma bela inversão da lógica da morte,<br />
ao tentar não-pensar penso, logo, sonho.<br />
Sonho com Chet Baker fumando um cigarro<br />
na sacada do hotel, antes de cair,<br />
com minha mãe morta me acordando,<br />
sonho que não existo,<br />
sonho com Baudelaire dizendo que :<br />
A vida humana vale menos do que uma fábula .<br />
A vida humana vale menos que um conto dos irmãos Grimm<br />
Sonho que Humphrey Bogart e Camus são a mesma pessoa,<br />
sonho que Miles e Coltrane estão tocando com os Beatles,<br />
sonho que Jorge de Lima está lendo A invenção de Orfeu<br />
para Brian Wilson<br />
em uma senzala no Haiti,<br />
sonho que sou um peixe de gelo e lentamente me transformo num peixe de fogo,<br />
sonho que acordo e não me lembro onde deixei meu corpo,<br />
sonho que acordo e não me lembro de ter acordado<br />
e as duas sensações são a mesma,<br />
sonho que posso enxergar a energia do silêncio,<br />
sonho que acordo fora do sonho e pergunto :<br />
Pergunto ao silencioso inferno que não funciona direito,<br />
Pergunto ao paraíso invisível<br />
Visível apenas para o fantasma das crianças<br />
Pergunto ao alto fundo dos oceanos,<br />
Ao imóvel fantasma do universo,<br />
Que vive dentro da criança fantasma<br />
pergunto para as paradas cardíacas,<br />
para os buracos negros das balas,<br />
para o brilho e a fumaça dos pneus queimando<br />
MEU CORPO,<br />
Para os soldados de 13,14,15,16,17,18,19,20 e 21<br />
Cantando e dançando em volta da fogueira...<br />
Para a escuridão das covas vazias,<br />
para os espaços livres da minha presença,<br />
infinitos ou não, que importa?<br />
Pergunto anulando o não-grito :<br />
Se não há tempo nenhum, em lugar algum, que estranho anti-sonho é esse, onde nada revela sua essência e propósito?<br />
E a resposta, meus caros,<br />
É como um soco,<br />
Tão forte que me joga para fora,<br />
Tão óbvia, que me recuso a dizê-la.<br />
Apenas me levanto<br />
Dentro de mim mesmo<br />
Em algo que jamais senti ou pensei antes<br />
E entro na Névoa.<br />
<br />
Letra: Marcelo Ariel<br />
Base: Ismael Sendeski & Nigro, KF<br />
Baixo: Miro Dantas]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Soco na névoa

O Paradoxo:

A enfermeira comenta sobre os fetos que ficam no útero além do tempo necessário, suas unhas crescem e como são finas, eles se cortam no rosto, sua pele se descola do corpo, eles evacuam e depois de comerem as próprias fezes sem terem nascido morrem e apodrecem.

A Porta:

Fumando uma idéia
dentro desse açougue metafísico :
É quase impossível
não pensar no paradoxo
quando irrompe nas esquinas,
a humanidade
com sua corrompida verticalidade
que jamais se tornará o diamante
sonhado pelo SER em Bento Prado Jr.
se proliferando como a imaginação paralisada
como o som da chuva
atravessando gerações de nuvens
até ser ofuscado por essa matéria escura
do Sr. Paul Klee,
impossível não-pensar nisso
ao vermos a turba exilada
em tristes pedaços de carne
sem nenhum êxtase
ou os incontáveis mortos
imitando a concha
no ácido do sublime
carvão do Eu :
Eu
( Um assassino se escondendo dentro do tempo )
Enviando a essência franqueada para campos de concentração dentro do Sol
( Seus raios cantando o infinito-foda-se )
Impossível não pensar nos olhos
Do Saturno do Sr. Goya
Na capa do Ou o poema contínuo Do Sr. Herberto Helder
Saturno mirando os raios, estes que escrevem
um cachorro morto no céu .
Impossível não pensar no Mozart-quântico
que mora no fundo da multidão-sono
como uma mônada-semente que não vinga
apodrecendo no jardim esquizocênico...
Não pensar
nas balas-perdidas, no perfume das granadas
explodindo no bar das Parcas...
Num eclipse-invertido seguido de uma chuva fina
por dentro do olhar
da criança recém-esquecida...
no lixão
Nesse bar-iceberg para o barco-bêbado no sangue
dos amantes-kamikases
( Não há outros?)
habitando como Mozart o fracasso da fusão
do um em um
( Nuvens de vapor)
no céu de Titanic-world...
Impossível não pensar no fracasso invisível
dos cadernos de cultura
onde o tédio de Camus
encontra o de Valéry
e ambos são dissolvidos
pelo olhar de um catador de papel
às 4 da manhã na portaria da USP
( Apenas um esqueleto de vento comenta essa idéia esquiva)
Enquanto ainda sonhamos
com a devolução das auroras roubadas
ou com o cheque sem fundos do carinho entre estranhos,
impossível não pensar na covardia disso:
A visão de um catador de papel neutro-efervescente totalmente anulado pelo primeiro círculo,
de Dante
nem na covardia desse falso-poema
da ficçionalização do encoberto
ou em outras nadificações
que alimentam em nós
o olhar de Saturno
e o desejo por carnificinas tão banais
que equivalem a ouvir, no cinema
um celular tocando no meio do filme,
como um veneno para o sentido oculto
nas vozes dos atores,
anulando, não as chacinas, mas a intensidade
das ausências,
como um grito em Bach.

Pausa para uma pergunta:

É melhor continuar sendo o fantasma de um poema ou em um poema?
Ou outra pergunta ?
Que se abre no sono-dos-sonos
da superficialidade, nessa massa flutuante
de anti-seres,
onde alguma coisa há
indo de encontro, ao nada- absoluto
que não há.
É impossível não pensar no pouco tempo que nos resta
Para tentar voltar ao outro :
Ao outro-agora.
Impossível não pensar na gratuidade,
onde o Sol nasce pisando nas nuvens,
para vomitar sua luz
no banheiro sujo da humanidade :
Esse oceano imóvel...
Não pensar nessa chuva
de satoris falsificados
através do sonho das multidões...
Nem na implosão dos cemitérios verticais da arte
Criando um gigantesco anti-smog
Para o sono dos sentidos...

Impossível não pensar no cansaço da visibilidade ,
Na inauguração da fábrica de suicidas-amadores,
(Não há outros?)
Na essência evaporada
passando pelo buraco da agulha
e desaparecendo no brilho surdo
da película de Berkeley.
Podemos ouvir nos ossos a voz
do grão de areia
cantando o nosso nome para o azul,
na tela Solidão do Sr. Iberê Camargo.
Não pensar no pouco tempo
Para projetar nosso riso
na festa dos]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 08 Jan 2013 00:00:00 +0100</pubDate>
                
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