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	<title><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></title>
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	<itunes:summary><![CDATA[O programa RADIOPOEMAS, produzido e apresentado por Rodrigo Leste,  consiste na interpretação em áudio, de textos curtos e poemas de autores brasileiros e universais, além de informações sobre os autores apresentados.]]></itunes:summary>
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      <title>rodrigo leste -RADIOPOEMAS</title>
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            <title><![CDATA[MARCELO DOLABELA - PRESUNTOS - Poema]]></title>
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            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[MARCELO DOLABELA - PRESUNTOS<br />
<br />
O poeta MARCELO DOLABELA não tripudiava, fazia. Dono de vasta cultura, não arrotava erudição, desempenhava o seu papel de artista e professor de forma despojada e tranqüila. Você partiu Marcelo, nos deixando nessa roubada que é enfrentar esse Brasil careta, pentecostal, absurdo. Ouço sua gargalhada de anjo torto debochando de nós que ficamos. Segue o poema PRESUNTOS de MARCELO DOLABELA, de rara e extrema atualidade.<br />
<br />
MARCELO DOLABELA - PRESUNTOS<br />
         Sim, há bueiros sobre nossas cabeças<br />
         e  cães ladram vadios no nosso intestino;<br />
         cometemos todo crime, somos heróis:<br />
         eis o que nos ensina a lei e o destino.<br />
<br />
         Aprendemos a matar desde menino,<br />
         no café da manhã, cortando o presunto:<br />
         seguimos, à tarde, seremos bons heróis,<br />
         que sabem saborear um bom defunto.<br />
<br />
         Saibamos manejar cifras, colt, palavras,<br />
         como um bom cidadão, sensato assassino;<br />
         assim, teremos bueiros sobre a cabeça<br />
         e vadios cães no nosso verde intestino.<br />
<br />
         Um bom herói se faz desde bem menino,<br />
         conhecendo suas leis e seu assunto,<br />
         passeando sobre a cidade, bom herói,<br />
         recebendo uma medalha por um defunto.<br />
<br />
                                      (Radicais, 1985)]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[MARCELO DOLABELA - PRESUNTOS<br />
<br />
O poeta MARCELO DOLABELA não tripudiava, fazia. Dono de vasta cultura, não arrotava erudição, desempenhava o seu papel de artista e professor de forma despojada e tranqüila. Você partiu Marcelo, nos deixando nessa roubada que é enfrentar esse Brasil careta, pentecostal, absurdo. Ouço sua gargalhada de anjo torto debochando de nós que ficamos. Segue o poema PRESUNTOS de MARCELO DOLABELA, de rara e extrema atualidade.<br />
<br />
MARCELO DOLABELA - PRESUNTOS<br />
         Sim, há bueiros sobre nossas cabeças<br />
         e  cães ladram vadios no nosso intestino;<br />
         cometemos todo crime, somos heróis:<br />
         eis o que nos ensina a lei e o destino.<br />
<br />
         Aprendemos a matar desde menino,<br />
         no café da manhã, cortando o presunto:<br />
         seguimos, à tarde, seremos bons heróis,<br />
         que sabem saborear um bom defunto.<br />
<br />
         Saibamos manejar cifras, colt, palavras,<br />
         como um bom cidadão, sensato assassino;<br />
         assim, teremos bueiros sobre a cabeça<br />
         e vadios cães no nosso verde intestino.<br />
<br />
         Um bom herói se faz desde bem menino,<br />
         conhecendo suas leis e seu assunto,<br />
         passeando sobre a cidade, bom herói,<br />
         recebendo uma medalha por um defunto.<br />
<br />
                                      (Radicais, 1985)]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[MARCELO DOLABELA - PRESUNTOS

O poeta MARCELO DOLABELA não tripudiava, fazia. Dono de vasta cultura, não arrotava erudição, desempenhava o seu papel de artista e professor de forma despojada e tranqüila. Você partiu Marcelo, nos deixando nessa roubada que é enfrentar esse Brasil careta, pentecostal, absurdo. Ouço sua gargalhada de anjo torto debochando de nós que ficamos. Segue o poema PRESUNTOS de MARCELO DOLABELA, de rara e extrema atualidade.

MARCELO DOLABELA - PRESUNTOS
         Sim, há bueiros sobre nossas cabeças
         e  cães ladram vadios no nosso intestino;
         cometemos todo crime, somos heróis:
         eis o que nos ensina a lei e o destino.

         Aprendemos a matar desde menino,
         no café da manhã, cortando o presunto:
         seguimos, à tarde, seremos bons heróis,
         que sabem saborear um bom defunto.

         Saibamos manejar cifras, colt, palavras,
         como um bom cidadão, sensato assassino;
         assim, teremos bueiros sobre a cabeça
         e vadios cães no nosso verde intestino.

         Um bom herói se faz desde bem menino,
         conhecendo suas leis e seu assunto,
         passeando sobre a cidade, bom herói,
         recebendo uma medalha por um defunto.

                                      (Radicais, 1985)]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Mon, 17 Feb 2020 21:40:06 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2020-02-17T21:40:06+01:00</atom:updated>
                
            
            
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            <title><![CDATA[Ievguêni Ievtuchenko EU GOSTARIA - Poesia]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/ievgueni-ievtuchenko-eu-gostaria/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Ievguêni Ievtuchenko - Eu gostaria<br />
<br />
O poeta Ievguêni Ievtuchenko nasceu em 1933, em Zimá (Sibéria). Com 16 anos publicou seu primeiro poema. Em 1952 lançou o seu primeiro livro. Polêmico, foi tido por muitos como dissidente do regime soviético, mas nunca deixou de dizer que amava e venerava seu país, apesar de escolher viver nos EUA. Uma de suas maiores proezas é ter falado seus poemas para multidões de mais de cem mil espectadores que foram assistí-lo em estádios de futebol. Segue poema de Yevtuchenko nas vozes de Jeter Nevsky e Rodrigo Lestov.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Ievguêni Ievtuchenko - Eu gostaria<br />
<br />
O poeta Ievguêni Ievtuchenko nasceu em 1933, em Zimá (Sibéria). Com 16 anos publicou seu primeiro poema. Em 1952 lançou o seu primeiro livro. Polêmico, foi tido por muitos como dissidente do regime soviético, mas nunca deixou de dizer que amava e venerava seu país, apesar de escolher viver nos EUA. Uma de suas maiores proezas é ter falado seus poemas para multidões de mais de cem mil espectadores que foram assistí-lo em estádios de futebol. Segue poema de Yevtuchenko nas vozes de Jeter Nevsky e Rodrigo Lestov.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Ievguêni Ievtuchenko - Eu gostaria

O poeta Ievguêni Ievtuchenko nasceu em 1933, em Zimá (Sibéria). Com 16 anos publicou seu primeiro poema. Em 1952 lançou o seu primeiro livro. Polêmico, foi tido por muitos como dissidente do regime soviético, mas nunca deixou de dizer que amava e venerava seu país, apesar de escolher viver nos EUA. Uma de suas maiores proezas é ter falado seus poemas para multidões de mais de cem mil espectadores que foram assistí-lo em estádios de futebol. Segue poema de Yevtuchenko nas vozes de Jeter Nevsky e Rodrigo Lestov.]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Thu, 13 Feb 2020 18:33:46 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2020-02-13T18:33:46+01:00</atom:updated>
                
            
            
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            <title><![CDATA[Laércio José Pereira – Elegia de Descuidos - Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/laercio-jose-pereira-elegia-de-descuidos/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Laércio José Pereira – Elegia de Descuidos<br />
<br />
Laércio José Pereira, além de poeta, é fotografo, e dos bons. É também consertador de máquinas e câmeras fotográficas, atividade que realiza com competência. Mas se bem conheço o amigo, imagino que o quê Laércio queria mesmo é dar uma boa consertada no mundo, tornando-o mais belo e justo. Segue poema de Laércio José Pereira.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Laércio José Pereira – Elegia de Descuidos<br />
<br />
Laércio José Pereira, além de poeta, é fotografo, e dos bons. É também consertador de máquinas e câmeras fotográficas, atividade que realiza com competência. Mas se bem conheço o amigo, imagino que o quê Laércio queria mesmo é dar uma boa consertada no mundo, tornando-o mais belo e justo. Segue poema de Laércio José Pereira.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Laércio José Pereira – Elegia de Descuidos

Laércio José Pereira, além de poeta, é fotografo, e dos bons. É também consertador de máquinas e câmeras fotográficas, atividade que realiza com competência. Mas se bem conheço o amigo, imagino que o quê Laércio queria mesmo é dar uma boa consertada no mundo, tornando-o mais belo e justo. Segue poema de Laércio José Pereira.]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Thu, 16 Jan 2020 18:16:51 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2020-01-16T18:16:51+01:00</atom:updated>
                
            
            
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            <title><![CDATA[AROLDO PEREIRA    -  OLHOS URBANOS]]></title>
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            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[AROLDO PEREIRA<br />
<br />
Parangolivro, DE AROLDO PEREIRA, nos remete à arte e ao movimento das obras de Hélio Oiticica, num diálogo entre as artes plásticas e a poesia. É um livro de descobertas, em que o movimento das palavras une-se à música e à performance, e que aborda os comportamentos e as tensões culturais do mundo contemporâneo reunindo diversas vertentes artísticas ao redor de uma poesia de qualidade.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[AROLDO PEREIRA<br />
<br />
Parangolivro, DE AROLDO PEREIRA, nos remete à arte e ao movimento das obras de Hélio Oiticica, num diálogo entre as artes plásticas e a poesia. É um livro de descobertas, em que o movimento das palavras une-se à música e à performance, e que aborda os comportamentos e as tensões culturais do mundo contemporâneo reunindo diversas vertentes artísticas ao redor de uma poesia de qualidade.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[AROLDO PEREIRA

Parangolivro, DE AROLDO PEREIRA, nos remete à arte e ao movimento das obras de Hélio Oiticica, num diálogo entre as artes plásticas e a poesia. É um livro de descobertas, em que o movimento das palavras une-se à música e à performance, e que aborda os comportamentos e as tensões culturais do mundo contemporâneo reunindo diversas vertentes artísticas ao redor de uma poesia de qualidade.]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Thu, 26 Dec 2019 21:30:39 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-12-26T21:30:39+01:00</atom:updated>
                
            
            
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            <title><![CDATA[Konstantinos Kaváfis – À Espera dos Bárbaros -Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/konstantinos-kavafis-a-espera-dos-barbaros/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Konstantinos Kaváfis – À Espera dos Bárbaros<br />
<br />
O grego Konstantínos Kaváfis, considerado o maior poeta da Grécia moderna, não teve nenhum livro publicado em vida, distribuía os poemas em folhas soltas. Seus poemas, 154 retrabalhados durante a vida inteira, une citações eruditas à fala cotidiana. A indicação do autor é de Judite Neves. Segue poema de Konstantinos Kaváfis –À Espera dos Bárbaros – nas vozes de Rodrigo Leste e Jeter Neves.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Konstantinos Kaváfis – À Espera dos Bárbaros<br />
<br />
O grego Konstantínos Kaváfis, considerado o maior poeta da Grécia moderna, não teve nenhum livro publicado em vida, distribuía os poemas em folhas soltas. Seus poemas, 154 retrabalhados durante a vida inteira, une citações eruditas à fala cotidiana. A indicação do autor é de Judite Neves. Segue poema de Konstantinos Kaváfis –À Espera dos Bárbaros – nas vozes de Rodrigo Leste e Jeter Neves.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Konstantinos Kaváfis – À Espera dos Bárbaros

O grego Konstantínos Kaváfis, considerado o maior poeta da Grécia moderna, não teve nenhum livro publicado em vida, distribuía os poemas em folhas soltas. Seus poemas, 154 retrabalhados durante a vida inteira, une citações eruditas à fala cotidiana. A indicação do autor é de Judite Neves. Segue poema de Konstantinos Kaváfis –À Espera dos Bárbaros – nas vozes de Rodrigo Leste e Jeter Neves.]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Mon, 23 Dec 2019 21:23:39 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-12-23T21:23:39+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[CAIO JUNQUEIRA MACIEL -  PELE DE JABUTICABA]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/caio-junq-maciel-pele-de-jabuticaba/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Caio Junqueira Maciel é pseudônimo de Luiz Carlos, exímio conhecedor da literatura brasileira. Foi professor de literatura brasileira por quarenta anos. Tem muitos livros publicados, em prosa e verso, e diversas músicas gravadas. Do seu livro mais recente, “Pele de Jabuticaba”, seguem três poemas.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Caio Junqueira Maciel é pseudônimo de Luiz Carlos, exímio conhecedor da literatura brasileira. Foi professor de literatura brasileira por quarenta anos. Tem muitos livros publicados, em prosa e verso, e diversas músicas gravadas. Do seu livro mais recente, “Pele de Jabuticaba”, seguem três poemas.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Caio Junqueira Maciel é pseudônimo de Luiz Carlos, exímio conhecedor da literatura brasileira. Foi professor de literatura brasileira por quarenta anos. Tem muitos livros publicados, em prosa e verso, e diversas músicas gravadas. Do seu livro mais recente, “Pele de Jabuticaba”, seguem três poemas.]]></itunes:summary>
            <itunes:image href="https://img.hearthis.at/5/0/7/_/uploads/9142328/image_track/4001952/w1400_h1400_q70_ptrue_v2_----cropped_1573670816705.jpg" />
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                <pubDate>Wed, 13 Nov 2019 19:49:32 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-11-13T19:49:32+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[LUIZ TURIBA - ATENTO -poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/luiz-turiba-atento/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[<br />
Luis Turiba<br />
Poeta e jornalista<br />
<br />
Pernambucano, criado no Rio de Janeiro com 30 anos de Brasília. Lá, fundou a revista de poesia experimental BRIC-A-BRAC, em 1985. Na poesia, tem militância ativa há mais de 30 anos. Kiprokó,  Clube do Ócio, Cadê?, Bala, e mais recentemente, Desacontecimentos, são alguns de seus livros.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[<br />
Luis Turiba<br />
Poeta e jornalista<br />
<br />
Pernambucano, criado no Rio de Janeiro com 30 anos de Brasília. Lá, fundou a revista de poesia experimental BRIC-A-BRAC, em 1985. Na poesia, tem militância ativa há mais de 30 anos. Kiprokó,  Clube do Ócio, Cadê?, Bala, e mais recentemente, Desacontecimentos, são alguns de seus livros.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[
Luis Turiba
Poeta e jornalista

Pernambucano, criado no Rio de Janeiro com 30 anos de Brasília. Lá, fundou a revista de poesia experimental BRIC-A-BRAC, em 1985. Na poesia, tem militância ativa há mais de 30 anos. Kiprokó,  Clube do Ócio, Cadê?, Bala, e mais recentemente, Desacontecimentos, são alguns de seus livros.]]></itunes:summary>
            <itunes:image href="https://img.hearthis.at/2/7/1/_/uploads/9142328/image_track/3972119/w1400_h1400_q70_ptrue_v2_----cropped_1573138111172.jpg" />
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                <pubDate>Thu, 07 Nov 2019 15:43:02 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-11-07T15:43:02+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Marçal Aquino – Nossos Inimigos - Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/marcal-aquino-nossos-inimigos/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Marçal Aquino – Nossos Inimigos<br />
<br />
Marçal Aquino é escritor. Além de gostar de escrever e de ler, adora cinema e jazz, e uma boa prosa. É um dos mais destacados autores da cena contemporânea brasileira. Vários de seus livros como, O Invasor, foram adaptados para cinema. Segue poema de Marçal Aquino – Nossos Inimigos.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Marçal Aquino – Nossos Inimigos<br />
<br />
Marçal Aquino é escritor. Além de gostar de escrever e de ler, adora cinema e jazz, e uma boa prosa. É um dos mais destacados autores da cena contemporânea brasileira. Vários de seus livros como, O Invasor, foram adaptados para cinema. Segue poema de Marçal Aquino – Nossos Inimigos.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Marçal Aquino – Nossos Inimigos

Marçal Aquino é escritor. Além de gostar de escrever e de ler, adora cinema e jazz, e uma boa prosa. É um dos mais destacados autores da cena contemporânea brasileira. Vários de seus livros como, O Invasor, foram adaptados para cinema. Segue poema de Marçal Aquino – Nossos Inimigos.]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 01 Oct 2019 19:12:13 +0200</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-10-01T19:12:13+02:00</atom:updated>
                
            
            
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            <title><![CDATA[Gary Snyder - Mãe Terra -Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/gary-snyder-me-terra/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Gary Snyder, poeta americano, o mais zen da beat generation. Em muitos de seus poemas tenta resgatar o elo perdido, reestabelecendo a conexão entre homem e meio ambiente. Segue poema de Gary Snyder – Mãe Terra.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Gary Snyder, poeta americano, o mais zen da beat generation. Em muitos de seus poemas tenta resgatar o elo perdido, reestabelecendo a conexão entre homem e meio ambiente. Segue poema de Gary Snyder – Mãe Terra.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Gary Snyder, poeta americano, o mais zen da beat generation. Em muitos de seus poemas tenta resgatar o elo perdido, reestabelecendo a conexão entre homem e meio ambiente. Segue poema de Gary Snyder – Mãe Terra.]]></itunes:summary>
            <itunes:image href="https://img.hearthis.at/5/4/8/_/uploads/9142328/image_track/3723035/w1400_h1400_q70_ptrue_v2_----cropped_1569094286845.jpg" />
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                <pubDate>Sat, 21 Sep 2019 21:30:49 +0200</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-09-21T21:30:49+02:00</atom:updated>
                
            
            
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[ PASOLINI - ANÁLISE ATRASADA - Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/pier-paolo-pasolini-anlise-atrasada/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[<br />
PIER PAOLO PASOLINI - ANÁLISE ATRASADA<br />
<br />
Além de ser grande cineasta, Pasolini dominava as palavras com maestria, era tratado por muitos, como poeta das imagens. Seus filmes sempre causaram impacto e não aliviavam o mundo mítico, quase barroco, boschiano mesmo, que os olhos do diretor enxergava. É bom lembrar que . O assassinato do diretor de Teorema e Decameron, tem muito mais o aspecto de crime político do que de um mero latrocínio. Segue poema de Pasolini.<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[<br />
PIER PAOLO PASOLINI - ANÁLISE ATRASADA<br />
<br />
Além de ser grande cineasta, Pasolini dominava as palavras com maestria, era tratado por muitos, como poeta das imagens. Seus filmes sempre causaram impacto e não aliviavam o mundo mítico, quase barroco, boschiano mesmo, que os olhos do diretor enxergava. É bom lembrar que . O assassinato do diretor de Teorema e Decameron, tem muito mais o aspecto de crime político do que de um mero latrocínio. Segue poema de Pasolini.<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[
PIER PAOLO PASOLINI - ANÁLISE ATRASADA

Além de ser grande cineasta, Pasolini dominava as palavras com maestria, era tratado por muitos, como poeta das imagens. Seus filmes sempre causaram impacto e não aliviavam o mundo mítico, quase barroco, boschiano mesmo, que os olhos do diretor enxergava. É bom lembrar que . O assassinato do diretor de Teorema e Decameron, tem muito mais o aspecto de crime político do que de um mero latrocínio. Segue poema de Pasolini.
]]></itunes:summary>
            <itunes:image href="https://img.hearthis.at/4/8/6/_/uploads/9142328/image_track/3272639/w1400_h1400_q70_ptrue_v2_----cropped_1560865494684.jpg" />
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                <pubDate>Tue, 18 Jun 2019 15:40:30 +0200</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-06-18T15:40:30+02:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[CHACAL - EDIFICAÇÕES - Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/chacal-edificaes/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[CHACAL - EDIFICAÇÕES<br />
<br />
Não conhecia o poema EDIFICAÇÕES de Chacal que descobri na página do poeta Pedro Cardoso Neto, no face. Pego carona na homenagem e a estendo a arquitetos como Rose Guedes, Mauro Chiari, Maurício Meirelles e João Diniz. Segue poema de Chacal.<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[CHACAL - EDIFICAÇÕES<br />
<br />
Não conhecia o poema EDIFICAÇÕES de Chacal que descobri na página do poeta Pedro Cardoso Neto, no face. Pego carona na homenagem e a estendo a arquitetos como Rose Guedes, Mauro Chiari, Maurício Meirelles e João Diniz. Segue poema de Chacal.<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[CHACAL - EDIFICAÇÕES

Não conhecia o poema EDIFICAÇÕES de Chacal que descobri na página do poeta Pedro Cardoso Neto, no face. Pego carona na homenagem e a estendo a arquitetos como Rose Guedes, Mauro Chiari, Maurício Meirelles e João Diniz. Segue poema de Chacal.
]]></itunes:summary>
            <itunes:image href="https://img.hearthis.at/2/2/0/_/uploads/9142328/image_track/3098829/w1400_h1400_q70_ptrue_v2_----cropped_1558025042022.jpg" />
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                <pubDate>Thu, 16 May 2019 18:40:51 +0200</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-05-16T18:40:51+02:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[Rogério Vieira – Notre Dame]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/rogrio-vieira-notre-dame/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Rogério Vieira – Notre Dame<br />
<br />
Desconfio que Rogério Vieira, maestro, seja dono de ouvido absoluto. Somos vizinhos e sempre trocamos dois dedos de prosa em alta voltagem e astral. Atento, Rogério logo teceu emotivo texto sobre o trágico incêndio de Notre Dame. Segue.<br />
<br />
Rogério Vieira – Notre Dame<br />
<br />
que dobrem todos os sinos<br />
por cada gárgula<br />
cada cornija<br />
cada arcobotante<br />
por cada viga<br />
ogiva<br />
rosácea.<br />
que chorem todos os sinos<br />
pelas lembranças<br />
das gerações que ali choraram.<br />
que jorrem as fontes<br />
pelas que ali secaram.<br />
que descubramos as cabeças<br />
por todas as mãos <br />
que ali rezaram<br />
tramaram<br />
amaram.<br />
que todos se ajoelhem<br />
por Quasímodo,<br />
por Esmeralda,<br />
por Hugo.<br />
que dobrem todos os sinos<br />
para que nunca nos esqueçamos<br />
de todos os que ali<br />
deixaram seu suor<br />
e certamente seu sangue<br />
para que mais uma marca<br />
de nosso vão devaneio de eternidade <br />
nascesse.<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Rogério Vieira – Notre Dame<br />
<br />
Desconfio que Rogério Vieira, maestro, seja dono de ouvido absoluto. Somos vizinhos e sempre trocamos dois dedos de prosa em alta voltagem e astral. Atento, Rogério logo teceu emotivo texto sobre o trágico incêndio de Notre Dame. Segue.<br />
<br />
Rogério Vieira – Notre Dame<br />
<br />
que dobrem todos os sinos<br />
por cada gárgula<br />
cada cornija<br />
cada arcobotante<br />
por cada viga<br />
ogiva<br />
rosácea.<br />
que chorem todos os sinos<br />
pelas lembranças<br />
das gerações que ali choraram.<br />
que jorrem as fontes<br />
pelas que ali secaram.<br />
que descubramos as cabeças<br />
por todas as mãos <br />
que ali rezaram<br />
tramaram<br />
amaram.<br />
que todos se ajoelhem<br />
por Quasímodo,<br />
por Esmeralda,<br />
por Hugo.<br />
que dobrem todos os sinos<br />
para que nunca nos esqueçamos<br />
de todos os que ali<br />
deixaram seu suor<br />
e certamente seu sangue<br />
para que mais uma marca<br />
de nosso vão devaneio de eternidade <br />
nascesse.<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Rogério Vieira – Notre Dame

Desconfio que Rogério Vieira, maestro, seja dono de ouvido absoluto. Somos vizinhos e sempre trocamos dois dedos de prosa em alta voltagem e astral. Atento, Rogério logo teceu emotivo texto sobre o trágico incêndio de Notre Dame. Segue.

Rogério Vieira – Notre Dame

que dobrem todos os sinos
por cada gárgula
cada cornija
cada arcobotante
por cada viga
ogiva
rosácea.
que chorem todos os sinos
pelas lembranças
das gerações que ali choraram.
que jorrem as fontes
pelas que ali secaram.
que descubramos as cabeças
por todas as mãos 
que ali rezaram
tramaram
amaram.
que todos se ajoelhem
por Quasímodo,
por Esmeralda,
por Hugo.
que dobrem todos os sinos
para que nunca nos esqueçamos
de todos os que ali
deixaram seu suor
e certamente seu sangue
para que mais uma marca
de nosso vão devaneio de eternidade 
nascesse.
]]></itunes:summary>
            <itunes:image href="https://img.hearthis.at/9/8/2/_/uploads/9142328/image_track/3054859/w1400_h1400_q70_ptrue_v2_----cropped_1556643786289.jpg" />
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                <pubDate>Tue, 30 Apr 2019 19:01:35 +0200</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-04-30T19:01:35+02:00</atom:updated>
                
            
            
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Affonso Ávila - V Internacional - Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/affonso-vila-v-internacional/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Affonso Ávila - V Internacional <br />
<br />
O poeta Affonso Ávila é belorizontino da gema. Morreu em 2012 deixando uma obra marcada pela irreverência. Seu Discurso da Difamação do Poeta cai como uma luva nos dias de hoje quando a central de fofocas é alçada a pomposa categoria de “delação premiada.A paranóia  está solta, o medo campeia. Segue poema de Affonso Ávila.<br />
Affonso Ávila - V Internacional <br />
<br />
O poeta é visto todos os sábados no bar com um grupo de<br />
jovens dentre eles um negro e um barbado<br />
O poeta é visto todos os sábados no bar com um grupo de<br />
jovens negros e barbados<br />
O poeta é visto todos os sábados no bar com um grupo de<br />
jovens barbados<br />
O poeta é visto no bar com um grupo de jovens barbados<br />
O poeta é visto no bar com um grupo de barbados<br />
O poeta é visto com um grupo de barbados<br />
O poeta é visto com uns barbados estranhos<br />
O poeta é visto com uns barbados suspeitos<br />
O poeta é visto com uns suspeitos<br />
O poeta é um suspeito<br />
O poeta é suspeito<br />
<br />
O POETA É UM TERRORISTA<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Affonso Ávila - V Internacional <br />
<br />
O poeta Affonso Ávila é belorizontino da gema. Morreu em 2012 deixando uma obra marcada pela irreverência. Seu Discurso da Difamação do Poeta cai como uma luva nos dias de hoje quando a central de fofocas é alçada a pomposa categoria de “delação premiada.A paranóia  está solta, o medo campeia. Segue poema de Affonso Ávila.<br />
Affonso Ávila - V Internacional <br />
<br />
O poeta é visto todos os sábados no bar com um grupo de<br />
jovens dentre eles um negro e um barbado<br />
O poeta é visto todos os sábados no bar com um grupo de<br />
jovens negros e barbados<br />
O poeta é visto todos os sábados no bar com um grupo de<br />
jovens barbados<br />
O poeta é visto no bar com um grupo de jovens barbados<br />
O poeta é visto no bar com um grupo de barbados<br />
O poeta é visto com um grupo de barbados<br />
O poeta é visto com uns barbados estranhos<br />
O poeta é visto com uns barbados suspeitos<br />
O poeta é visto com uns suspeitos<br />
O poeta é um suspeito<br />
O poeta é suspeito<br />
<br />
O POETA É UM TERRORISTA<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Affonso Ávila - V Internacional 

O poeta Affonso Ávila é belorizontino da gema. Morreu em 2012 deixando uma obra marcada pela irreverência. Seu Discurso da Difamação do Poeta cai como uma luva nos dias de hoje quando a central de fofocas é alçada a pomposa categoria de “delação premiada.A paranóia  está solta, o medo campeia. Segue poema de Affonso Ávila.
Affonso Ávila - V Internacional 

O poeta é visto todos os sábados no bar com um grupo de
jovens dentre eles um negro e um barbado
O poeta é visto todos os sábados no bar com um grupo de
jovens negros e barbados
O poeta é visto todos os sábados no bar com um grupo de
jovens barbados
O poeta é visto no bar com um grupo de jovens barbados
O poeta é visto no bar com um grupo de barbados
O poeta é visto com um grupo de barbados
O poeta é visto com uns barbados estranhos
O poeta é visto com uns barbados suspeitos
O poeta é visto com uns suspeitos
O poeta é um suspeito
O poeta é suspeito

O POETA É UM TERRORISTA
]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Thu, 21 Feb 2019 17:21:53 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-02-21T17:21:53+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade – LIRA ITABIRANA -Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/carlos-drummond-de-andrade-lira-itabirana/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade – LIRA ITABIRANA<br />
<br />
 Carlos Drummond de Andrade ergueu sua voz contra os desmandos da Vale. Anunciou a ruína em alto e bom som, sirene poética/profética pedindo socorro que não sensibilizou os donos da grana, os senhores da lama. Deu no que deu: sete rompimentos de barragem de rejeitos catalogados espalhando desgraça pra todo lado. Segue colagem de poemas de Drummond sobre o tema.<br />
I<br />
O Rio? É doce.<br />
A Vale? Amarga.<br />
Ai, antes fosse<br />
Mais leve a carga.<br />
<br />
II<br />
Entre estatais<br />
E multinacionais,<br />
Quantos ais!<br />
<br />
III<br />
A dívida interna.<br />
A dívida externa<br />
A dívida eterna.<br />
<br />
IV<br />
Quantas toneladas exportamos<br />
De ferro?<br />
Quantas lágrimas disfarçamos<br />
Sem berro?<br />
<br />
Chego à sacada e vejo a minha serra,<br />
a serra de meu pai e meu avô,<br />
de todos os Andrades que passaram<br />
e passarão, a serra que não passa.<br />
(...)<br />
Esta manhã acordo e não a encontro,<br />
britada em bilhões de lascas,<br />
deslizando em correia transportadora<br />
entupindo 150 vagões,<br />
no trem-monstro de cinco locomotivas<br />
- trem maior do mundo, tomem nota -<br />
foge minha serra, vai<br />
deixando no meu corpo a paisagem<br />
mísero pó de ferro, e este não passa.<br />
<br />
O maior trem do mundo<br />
Leva minha terra<br />
Para a Alemanha<br />
Leva minha terra<br />
Para o Canadá<br />
Leva minha terra<br />
Para o Japão<br />
O maior trem do mundo<br />
Puxado por cinco locomotivas a óleo diesel<br />
Engatadas geminadas desembestadas<br />
Leva meu tempo, minha infância, minha vida<br />
Triturada em 163 vagões de minério e destruição<br />
O maior trem do mundo<br />
Transporta a coisa mínima do mundo<br />
Meu coração itabirano<br />
Lá vai o trem maior do mundo<br />
Vai serpenteando, vai sumindo<br />
E um dia, eu sei não voltará<br />
Pois nem terra nem coração existem mais.<br />
<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade – LIRA ITABIRANA<br />
<br />
 Carlos Drummond de Andrade ergueu sua voz contra os desmandos da Vale. Anunciou a ruína em alto e bom som, sirene poética/profética pedindo socorro que não sensibilizou os donos da grana, os senhores da lama. Deu no que deu: sete rompimentos de barragem de rejeitos catalogados espalhando desgraça pra todo lado. Segue colagem de poemas de Drummond sobre o tema.<br />
I<br />
O Rio? É doce.<br />
A Vale? Amarga.<br />
Ai, antes fosse<br />
Mais leve a carga.<br />
<br />
II<br />
Entre estatais<br />
E multinacionais,<br />
Quantos ais!<br />
<br />
III<br />
A dívida interna.<br />
A dívida externa<br />
A dívida eterna.<br />
<br />
IV<br />
Quantas toneladas exportamos<br />
De ferro?<br />
Quantas lágrimas disfarçamos<br />
Sem berro?<br />
<br />
Chego à sacada e vejo a minha serra,<br />
a serra de meu pai e meu avô,<br />
de todos os Andrades que passaram<br />
e passarão, a serra que não passa.<br />
(...)<br />
Esta manhã acordo e não a encontro,<br />
britada em bilhões de lascas,<br />
deslizando em correia transportadora<br />
entupindo 150 vagões,<br />
no trem-monstro de cinco locomotivas<br />
- trem maior do mundo, tomem nota -<br />
foge minha serra, vai<br />
deixando no meu corpo a paisagem<br />
mísero pó de ferro, e este não passa.<br />
<br />
O maior trem do mundo<br />
Leva minha terra<br />
Para a Alemanha<br />
Leva minha terra<br />
Para o Canadá<br />
Leva minha terra<br />
Para o Japão<br />
O maior trem do mundo<br />
Puxado por cinco locomotivas a óleo diesel<br />
Engatadas geminadas desembestadas<br />
Leva meu tempo, minha infância, minha vida<br />
Triturada em 163 vagões de minério e destruição<br />
O maior trem do mundo<br />
Transporta a coisa mínima do mundo<br />
Meu coração itabirano<br />
Lá vai o trem maior do mundo<br />
Vai serpenteando, vai sumindo<br />
E um dia, eu sei não voltará<br />
Pois nem terra nem coração existem mais.<br />
<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade – LIRA ITABIRANA

 Carlos Drummond de Andrade ergueu sua voz contra os desmandos da Vale. Anunciou a ruína em alto e bom som, sirene poética/profética pedindo socorro que não sensibilizou os donos da grana, os senhores da lama. Deu no que deu: sete rompimentos de barragem de rejeitos catalogados espalhando desgraça pra todo lado. Segue colagem de poemas de Drummond sobre o tema.
I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.

II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!

III
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.

IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?

Chego à sacada e vejo a minha serra,
a serra de meu pai e meu avô,
de todos os Andrades que passaram
e passarão, a serra que não passa.
(...)
Esta manhã acordo e não a encontro,
britada em bilhões de lascas,
deslizando em correia transportadora
entupindo 150 vagões,
no trem-monstro de cinco locomotivas
- trem maior do mundo, tomem nota -
foge minha serra, vai
deixando no meu corpo a paisagem
mísero pó de ferro, e este não passa.

O maior trem do mundo
Leva minha terra
Para a Alemanha
Leva minha terra
Para o Canadá
Leva minha terra
Para o Japão
O maior trem do mundo
Puxado por cinco locomotivas a óleo diesel
Engatadas geminadas desembestadas
Leva meu tempo, minha infância, minha vida
Triturada em 163 vagões de minério e destruição
O maior trem do mundo
Transporta a coisa mínima do mundo
Meu coração itabirano
Lá vai o trem maior do mundo
Vai serpenteando, vai sumindo
E um dia, eu sei não voltará
Pois nem terra nem coração existem mais.

]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 12 Feb 2019 13:44:07 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-02-12T13:44:07+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[Nelson Rodrigues- OS SETE GATINHOS -Trecho da peça]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/nelson-rodrigues-os-sete-gatinhos/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Nelson Rodrigues- OS SETE GATINHOS – trecho da peça<br />
<br />
Nelson Rodrigues é certamente um dos maiores dramaturgos do Brasil. Não é à toa que o insonso teatro produzido hoje no País opte pelas comédias medíocres e os stand ups boçais em detrimento dos textos densos e bem escritos do autor de “Bonitinha mas Ordinária”.  A classe média, da qual fazia parte, era o alvo favorito de Nelson. Com mão pesada descortinava o véu da hipocrisia e mostrava a decadência e a podridão sem compaixão. Seus textos, que muitas vezes machucam como socos, causam até hoje incomodo; certamente a carapuça cabe bem em muitas cabeças. Nas vozes de Jeter Neves e Rodrigo Leste, segue trecho de “Os Sete Gatinhos”, de Nelson Rodrigues.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Nelson Rodrigues- OS SETE GATINHOS – trecho da peça<br />
<br />
Nelson Rodrigues é certamente um dos maiores dramaturgos do Brasil. Não é à toa que o insonso teatro produzido hoje no País opte pelas comédias medíocres e os stand ups boçais em detrimento dos textos densos e bem escritos do autor de “Bonitinha mas Ordinária”.  A classe média, da qual fazia parte, era o alvo favorito de Nelson. Com mão pesada descortinava o véu da hipocrisia e mostrava a decadência e a podridão sem compaixão. Seus textos, que muitas vezes machucam como socos, causam até hoje incomodo; certamente a carapuça cabe bem em muitas cabeças. Nas vozes de Jeter Neves e Rodrigo Leste, segue trecho de “Os Sete Gatinhos”, de Nelson Rodrigues.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Nelson Rodrigues- OS SETE GATINHOS – trecho da peça

Nelson Rodrigues é certamente um dos maiores dramaturgos do Brasil. Não é à toa que o insonso teatro produzido hoje no País opte pelas comédias medíocres e os stand ups boçais em detrimento dos textos densos e bem escritos do autor de “Bonitinha mas Ordinária”.  A classe média, da qual fazia parte, era o alvo favorito de Nelson. Com mão pesada descortinava o véu da hipocrisia e mostrava a decadência e a podridão sem compaixão. Seus textos, que muitas vezes machucam como socos, causam até hoje incomodo; certamente a carapuça cabe bem em muitas cabeças. Nas vozes de Jeter Neves e Rodrigo Leste, segue trecho de “Os Sete Gatinhos”, de Nelson Rodrigues.]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Thu, 24 Jan 2019 19:41:32 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-01-24T19:41:32+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[Nicolas Behr - Receita - Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/nicolas-behr-receita/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Nicolas Behr - Receita<br />
<br />
Nicolas Behr é poeta e nas horas de folga, administra sua flora em Brasília.  Seu — Yogurte com Farinha —, livro lançado na época áurea da poesia mimeografo é um dos ícones da poesia despojada sem terno e gravata que se produzia nos anos setenta.  Nicolas continua em Brasília, fazendo versos e cultivando plantas. Segue poema de sua autoria.<br />
<br />
Nicolas Behr - Receita<br />
<br />
ingredientes<br />
2 conflitos de gerações<br />
4 esperanças perdidas<br />
3 litros de sangue fervido<br />
5 sonhos eróticos<br />
2 canções dos beatles<br />
modo de preparar<br />
dissolva os sonhos eróticos<br />
nos dois litros de sangue fervido<br />
e deixe gelar seu coração.<br />
leve a mistura ao fogo,<br />
adicionando dois conflitos<br />
de gerações às esperanças perdidas.<br />
corte tudo em pedacinhos<br />
e repita com as canções dos<br />
beatles o mesmo processo usado<br />
com os sonhos eróticos, mas desta<br />
vez deixe ferver um pouco mais e<br />
mexa até dissolver.<br />
parte do sangue pode ser<br />
substituído por suco de<br />
groselha, mas os resultados<br />
não serão os mesmos.<br />
sirva o poema simples<br />
ou com ilusões.<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Nicolas Behr - Receita<br />
<br />
Nicolas Behr é poeta e nas horas de folga, administra sua flora em Brasília.  Seu — Yogurte com Farinha —, livro lançado na época áurea da poesia mimeografo é um dos ícones da poesia despojada sem terno e gravata que se produzia nos anos setenta.  Nicolas continua em Brasília, fazendo versos e cultivando plantas. Segue poema de sua autoria.<br />
<br />
Nicolas Behr - Receita<br />
<br />
ingredientes<br />
2 conflitos de gerações<br />
4 esperanças perdidas<br />
3 litros de sangue fervido<br />
5 sonhos eróticos<br />
2 canções dos beatles<br />
modo de preparar<br />
dissolva os sonhos eróticos<br />
nos dois litros de sangue fervido<br />
e deixe gelar seu coração.<br />
leve a mistura ao fogo,<br />
adicionando dois conflitos<br />
de gerações às esperanças perdidas.<br />
corte tudo em pedacinhos<br />
e repita com as canções dos<br />
beatles o mesmo processo usado<br />
com os sonhos eróticos, mas desta<br />
vez deixe ferver um pouco mais e<br />
mexa até dissolver.<br />
parte do sangue pode ser<br />
substituído por suco de<br />
groselha, mas os resultados<br />
não serão os mesmos.<br />
sirva o poema simples<br />
ou com ilusões.<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Nicolas Behr - Receita

Nicolas Behr é poeta e nas horas de folga, administra sua flora em Brasília.  Seu — Yogurte com Farinha —, livro lançado na época áurea da poesia mimeografo é um dos ícones da poesia despojada sem terno e gravata que se produzia nos anos setenta.  Nicolas continua em Brasília, fazendo versos e cultivando plantas. Segue poema de sua autoria.

Nicolas Behr - Receita

ingredientes
2 conflitos de gerações
4 esperanças perdidas
3 litros de sangue fervido
5 sonhos eróticos
2 canções dos beatles
modo de preparar
dissolva os sonhos eróticos
nos dois litros de sangue fervido
e deixe gelar seu coração.
leve a mistura ao fogo,
adicionando dois conflitos
de gerações às esperanças perdidas.
corte tudo em pedacinhos
e repita com as canções dos
beatles o mesmo processo usado
com os sonhos eróticos, mas desta
vez deixe ferver um pouco mais e
mexa até dissolver.
parte do sangue pode ser
substituído por suco de
groselha, mas os resultados
não serão os mesmos.
sirva o poema simples
ou com ilusões.
]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Mon, 21 Jan 2019 20:53:51 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2019-01-21T20:53:51+01:00</atom:updated>
                
            
            
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            <title><![CDATA[JOÃO DINIZ E ZAL SISSOKHO - CÁ-SAMBA - POEMA/MÚSICA]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/joo-diniz-caamba/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[JOÃO DINIZ E ZAL SISSOKHO - CÁ-SAMBA - POEMA/MÚSICA<br />
<br />
ATLÂNTICO é a apresentação que une o trabalho sonoro e poético de Zal Sissokho ao de João Diniz e que acontece no Asa de Papel Café & Arte em BH na 2a feira 19 de novembro às 19:30hs.<br />
<br />
Zal é renomado artista senegalês com projeção e apresentações no circuito internacional, radicado em Montreal, Canadá e que tem frequentado constantemente a cena artística brasileira mostrando o seu trabalho instrumental com a ‘kora’, espécie de harpa africana de onde extrai sonoridades especiais, unidas ao seu canto envolvente dentro da tradição poética e musical ‘griot’ que é o procedimento de levar oralmente a sabedoria secular através das gerações.<br />
<br />
João é arquiteto atuante em Belo Horizonte e tem pesquisado paisagens sonoras eletrônicas no sentido de criar ambientes auditivos que se unem a sua poesia resultando em gravações, cineclipes e apresentações ao vivo junto com o coletivo Pterodata que conta com a colaboração de vários artistas convidados.<br />
<br />
A colaboração entre os dois iniciou em 2012 quando Zal participou do cd ‘Ábaco’ de João Diniz & Pterodata. Os dois tiveram um reencontro no começo de 2018 numa apresentação na Asa de Papel em Belo Horizonte que deu início a essa nova performance ‘Atlântico’, nome do oceano que liga os continentes africano e americano e que é o mote geográfico e cultural da integração de propostas de sons e textos a serem apresentadas pelos dois parceiros.]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[JOÃO DINIZ E ZAL SISSOKHO - CÁ-SAMBA - POEMA/MÚSICA<br />
<br />
ATLÂNTICO é a apresentação que une o trabalho sonoro e poético de Zal Sissokho ao de João Diniz e que acontece no Asa de Papel Café & Arte em BH na 2a feira 19 de novembro às 19:30hs.<br />
<br />
Zal é renomado artista senegalês com projeção e apresentações no circuito internacional, radicado em Montreal, Canadá e que tem frequentado constantemente a cena artística brasileira mostrando o seu trabalho instrumental com a ‘kora’, espécie de harpa africana de onde extrai sonoridades especiais, unidas ao seu canto envolvente dentro da tradição poética e musical ‘griot’ que é o procedimento de levar oralmente a sabedoria secular através das gerações.<br />
<br />
João é arquiteto atuante em Belo Horizonte e tem pesquisado paisagens sonoras eletrônicas no sentido de criar ambientes auditivos que se unem a sua poesia resultando em gravações, cineclipes e apresentações ao vivo junto com o coletivo Pterodata que conta com a colaboração de vários artistas convidados.<br />
<br />
A colaboração entre os dois iniciou em 2012 quando Zal participou do cd ‘Ábaco’ de João Diniz & Pterodata. Os dois tiveram um reencontro no começo de 2018 numa apresentação na Asa de Papel em Belo Horizonte que deu início a essa nova performance ‘Atlântico’, nome do oceano que liga os continentes africano e americano e que é o mote geográfico e cultural da integração de propostas de sons e textos a serem apresentadas pelos dois parceiros.]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[JOÃO DINIZ E ZAL SISSOKHO - CÁ-SAMBA - POEMA/MÚSICA

ATLÂNTICO é a apresentação que une o trabalho sonoro e poético de Zal Sissokho ao de João Diniz e que acontece no Asa de Papel Café & Arte em BH na 2a feira 19 de novembro às 19:30hs.

Zal é renomado artista senegalês com projeção e apresentações no circuito internacional, radicado em Montreal, Canadá e que tem frequentado constantemente a cena artística brasileira mostrando o seu trabalho instrumental com a ‘kora’, espécie de harpa africana de onde extrai sonoridades especiais, unidas ao seu canto envolvente dentro da tradição poética e musical ‘griot’ que é o procedimento de levar oralmente a sabedoria secular através das gerações.

João é arquiteto atuante em Belo Horizonte e tem pesquisado paisagens sonoras eletrônicas no sentido de criar ambientes auditivos que se unem a sua poesia resultando em gravações, cineclipes e apresentações ao vivo junto com o coletivo Pterodata que conta com a colaboração de vários artistas convidados.

A colaboração entre os dois iniciou em 2012 quando Zal participou do cd ‘Ábaco’ de João Diniz & Pterodata. Os dois tiveram um reencontro no começo de 2018 numa apresentação na Asa de Papel em Belo Horizonte que deu início a essa nova performance ‘Atlântico’, nome do oceano que liga os continentes africano e americano e que é o mote geográfico e cultural da integração de propostas de sons e textos a serem apresentadas pelos dois parceiros.]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Mon, 24 Dec 2018 20:09:32 +0100</pubDate>
                
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            <title><![CDATA[Bertold Brecht  - Aos que virão depois de nós - POEMA]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/bertold-brecht-aos-que-viro-depois-de-ns/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Bertold Brecht  - Aos que virão depois de nós <br />
<br />
O teatrólogo e poeta alemão, Bertold Brecht é figura controversa no meio intelectual. Herói para muitos, vilão para alguns. O fato é que viveu o conturbado período da ascensão e cristalização do nazismo no poder. Seu poema Aos que virão depois de nós, parece que foi escrito para o que estamos vivendo no Brasil nesses tempos sombrios. Segue o poema nas vozes de Jeter Neveberg e Rodrigo Lerzog.<br />
<br />
Bertold Brecht  - Aos que virão depois de nós <br />
<br />
Realmente, vivemos tempos muito sombrios!<br />
Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez, <br />
Uma testa sem rugas é sinal de indiferença. <br />
Aquele que continua rindo é porque ainda não recebeu a terrível notícia.<br />
<br />
<br />
Que tempos são esses, <br />
Quando falar sobre flores é quase um crime, <br />
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça? <br />
Aquele que cruza tranqüilamente a rua<br />
estará por acaso inacessível aos amigos<br />
Que se encontram necessitados?<br />
<br />
É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.<br />
Mas acreditem: é por acaso. Nada do que eu faço<br />
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.<br />
Por enquanto estou sendo poupado. <br />
(Mas se a minha sorte me deixa estou perdido!)<br />
<br />
Dizem-me: come e bebe! <br />
Fica feliz por teres o que tens! <br />
Mas como é que posso comer e beber, <br />
Se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome? <br />
Se o copo de água que eu bebo, faz falta a quem tem sede? <br />
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.<br />
<br />
<br />
Eu queria ser um sábio.<br />
Nos livros antigos está escrito que a sabedoria<br />
é manter-se afastado dos problemas do mundo<br />
E passar o tempo que se tem para viver na terra sem medo; <br />
Seguir seu caminho sem violência,<br />
Pagar o mal com o bem,<br />
Não satisfazer os desejos, mas esquecê-los. <br />
Sabedoria é isso! <br />
Mas eu não consigo agir assim. <br />
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!<br />
<br />
II<br />
<br />
<br />
Eu vim para a cidade na época da desordem, <br />
Quando a fome reinava. <br />
Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta<br />
E me revoltei ao lado deles. <br />
Assim se passou o tempo<br />
Que me foi dado viver sobre a terra. <br />
<br />
Eu comi o meu pão no meio das batalhas, <br />
Deitei-me entre os assassinos para dormir, <br />
Fiz amor sem muita atenção<br />
E não tive paciência com a natureza. <br />
Assim se passou o tempo<br />
Que me foi dado viver sobre a terra.<br />
<br />
III<br />
<br />
Vocês, que vão sobreviver às ondas<br />
Em que nós perecemos, pensem melhor<br />
Quando falarem das nossas fraquezas,<br />
das quais vocês tiveram a sorte de escapar.<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Nós vivemos a luta de classes.<br />
Desesperados, trocamos mais de países do que de sapatos! <br />
Só havia injustiça e não havia revolta.<br />
Nós sabemos: <br />
O ódio contra a baixeza<br />
Também endurece! <br />
<br />
<br />
Realmente, vivemos tempos muito sombrios!<br />
A cólera contra a injustiça<br />
Faz a voz ficar rouca! <br />
Infelizmente, nós, <br />
Que queríamos preparar o caminho para a amizade, <br />
Não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos. <br />
Mas vocês, quando chegar o tempo<br />
Em que o homem seja amigo do homem, <br />
Pensem em nós<br />
Com um pouco de compreensão.<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Bertold Brecht  - Aos que virão depois de nós <br />
<br />
O teatrólogo e poeta alemão, Bertold Brecht é figura controversa no meio intelectual. Herói para muitos, vilão para alguns. O fato é que viveu o conturbado período da ascensão e cristalização do nazismo no poder. Seu poema Aos que virão depois de nós, parece que foi escrito para o que estamos vivendo no Brasil nesses tempos sombrios. Segue o poema nas vozes de Jeter Neveberg e Rodrigo Lerzog.<br />
<br />
Bertold Brecht  - Aos que virão depois de nós <br />
<br />
Realmente, vivemos tempos muito sombrios!<br />
Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez, <br />
Uma testa sem rugas é sinal de indiferença. <br />
Aquele que continua rindo é porque ainda não recebeu a terrível notícia.<br />
<br />
<br />
Que tempos são esses, <br />
Quando falar sobre flores é quase um crime, <br />
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça? <br />
Aquele que cruza tranqüilamente a rua<br />
estará por acaso inacessível aos amigos<br />
Que se encontram necessitados?<br />
<br />
É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.<br />
Mas acreditem: é por acaso. Nada do que eu faço<br />
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.<br />
Por enquanto estou sendo poupado. <br />
(Mas se a minha sorte me deixa estou perdido!)<br />
<br />
Dizem-me: come e bebe! <br />
Fica feliz por teres o que tens! <br />
Mas como é que posso comer e beber, <br />
Se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome? <br />
Se o copo de água que eu bebo, faz falta a quem tem sede? <br />
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.<br />
<br />
<br />
Eu queria ser um sábio.<br />
Nos livros antigos está escrito que a sabedoria<br />
é manter-se afastado dos problemas do mundo<br />
E passar o tempo que se tem para viver na terra sem medo; <br />
Seguir seu caminho sem violência,<br />
Pagar o mal com o bem,<br />
Não satisfazer os desejos, mas esquecê-los. <br />
Sabedoria é isso! <br />
Mas eu não consigo agir assim. <br />
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!<br />
<br />
II<br />
<br />
<br />
Eu vim para a cidade na época da desordem, <br />
Quando a fome reinava. <br />
Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta<br />
E me revoltei ao lado deles. <br />
Assim se passou o tempo<br />
Que me foi dado viver sobre a terra. <br />
<br />
Eu comi o meu pão no meio das batalhas, <br />
Deitei-me entre os assassinos para dormir, <br />
Fiz amor sem muita atenção<br />
E não tive paciência com a natureza. <br />
Assim se passou o tempo<br />
Que me foi dado viver sobre a terra.<br />
<br />
III<br />
<br />
Vocês, que vão sobreviver às ondas<br />
Em que nós perecemos, pensem melhor<br />
Quando falarem das nossas fraquezas,<br />
das quais vocês tiveram a sorte de escapar.<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Nós vivemos a luta de classes.<br />
Desesperados, trocamos mais de países do que de sapatos! <br />
Só havia injustiça e não havia revolta.<br />
Nós sabemos: <br />
O ódio contra a baixeza<br />
Também endurece! <br />
<br />
<br />
Realmente, vivemos tempos muito sombrios!<br />
A cólera contra a injustiça<br />
Faz a voz ficar rouca! <br />
Infelizmente, nós, <br />
Que queríamos preparar o caminho para a amizade, <br />
Não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos. <br />
Mas vocês, quando chegar o tempo<br />
Em que o homem seja amigo do homem, <br />
Pensem em nós<br />
Com um pouco de compreensão.<br />
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            <itunes:summary><![CDATA[Bertold Brecht  - Aos que virão depois de nós 

O teatrólogo e poeta alemão, Bertold Brecht é figura controversa no meio intelectual. Herói para muitos, vilão para alguns. O fato é que viveu o conturbado período da ascensão e cristalização do nazismo no poder. Seu poema Aos que virão depois de nós, parece que foi escrito para o que estamos vivendo no Brasil nesses tempos sombrios. Segue o poema nas vozes de Jeter Neveberg e Rodrigo Lerzog.

Bertold Brecht  - Aos que virão depois de nós 

Realmente, vivemos tempos muito sombrios!
Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez, 
Uma testa sem rugas é sinal de indiferença. 
Aquele que continua rindo é porque ainda não recebeu a terrível notícia.


Que tempos são esses, 
Quando falar sobre flores é quase um crime, 
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça? 
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
estará por acaso inacessível aos amigos
Que se encontram necessitados?

É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nada do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por enquanto estou sendo poupado. 
(Mas se a minha sorte me deixa estou perdido!)

Dizem-me: come e bebe! 
Fica feliz por teres o que tens! 
Mas como é que posso comer e beber, 
Se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome? 
Se o copo de água que eu bebo, faz falta a quem tem sede? 
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.


Eu queria ser um sábio.
Nos livros antigos está escrito que a sabedoria
é manter-se afastado dos problemas do mundo
E passar o tempo que se tem para viver na terra sem medo; 
Seguir seu caminho sem violência,
Pagar o mal com o bem,
Não satisfazer os desejos, mas esquecê-los. 
Sabedoria é isso! 
Mas eu não consigo agir assim. 
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

II


Eu vim para a cidade na época da desordem, 
Quando a fome reinava. 
Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta
E me revoltei ao lado deles. 
Assim se passou o tempo
Que me foi dado viver sobre a terra. 

Eu comi o meu pão no meio das batalhas, 
Deitei-me entre os assassinos para dormir, 
Fiz amor sem muita atenção
E não tive paciência com a natureza. 
Assim se passou o tempo
Que me foi dado viver sobre a terra.

III

Vocês, que vão sobreviver às ondas
Em que nós perecemos, pensem melhor
Quando falarem das nossas fraquezas,
das quais vocês tiveram a sorte de escapar.





Nós vivemos a luta de classes.
Desesperados, trocamos mais de países do que de sapatos! 
Só havia injustiça e não havia revolta.
Nós sabemos: 
O ódio contra a baixeza
Também endurece! 


Realmente, vivemos tempos muito sombrios!
A cólera contra a injustiça
Faz a voz ficar rouca! 
Infelizmente, nós, 
Que queríamos preparar o caminho para a amizade, 
Não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos. 
Mas vocês, quando chegar o tempo
Em que o homem seja amigo do homem, 
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                <pubDate>Fri, 21 Dec 2018 18:45:00 +0100</pubDate>
                
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            <title><![CDATA[Velimir Khlébnikov - A ENCANTAÇÃO PELO RISO - poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/velimir-khlbnikov-a-encantao-pelo-riso/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Velimir Khlébnikov - A ENCANTAÇÃO PELO RISO<br />
<br />
O poeta russo Velimir Khlebnikov nasceu em 1885 e morreu em 1922. Foi um dos expoentes do futurismo russo e da poesia experimental na época da Revolução de 1917. Na companhia dos também poetas, David Burliuk e Vladimir Maiakovski, fez uma grande turnê por todo o país falando poesia ao vivo em vários tipos de locais.  Segue poema de Velimir Khlebnikov .<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Velimir Khlébnikov - A ENCANTAÇÃO PELO RISO<br />
<br />
O poeta russo Velimir Khlebnikov nasceu em 1885 e morreu em 1922. Foi um dos expoentes do futurismo russo e da poesia experimental na época da Revolução de 1917. Na companhia dos também poetas, David Burliuk e Vladimir Maiakovski, fez uma grande turnê por todo o país falando poesia ao vivo em vários tipos de locais.  Segue poema de Velimir Khlebnikov .<br />
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            <itunes:summary><![CDATA[Velimir Khlébnikov - A ENCANTAÇÃO PELO RISO

O poeta russo Velimir Khlebnikov nasceu em 1885 e morreu em 1922. Foi um dos expoentes do futurismo russo e da poesia experimental na época da Revolução de 1917. Na companhia dos também poetas, David Burliuk e Vladimir Maiakovski, fez uma grande turnê por todo o país falando poesia ao vivo em vários tipos de locais.  Segue poema de Velimir Khlebnikov .
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                <pubDate>Thu, 06 Dec 2018 22:20:10 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2018-12-06T22:20:10+01:00</atom:updated>
                
            
            
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            <title><![CDATA[Heriberto Yépez - A PORTA DE MADEIRA DO SUICÍDIO - Poesia]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/heriberto-ypez-a-porta-de-madeira-do-suicdio/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Heriberto Yépez - A PORTA DE MADEIRA DO SUICÍDIO<br />
<br />
Numa entrevista, o poeta mexicano Heriberto Yépez, define- se como um guerreiro cujas armas são a poesia e a crítica. Heriberto tem 44 anos, é professor na Escola de Artes de Tijuana, Baja Califórnia, está no olho do furacão — é exatamente ali, na fronteira de Tijuana com os EUA que concentram-se milhares de imigrantes dispostos a furar o bloqueio de Trump e adentrar no país que um dia foi conhecido como “a terra das oportunidades”. Segue poema de Heriberto Yépez com tradução de Ademir Assunção. Participação especial  Jeter Neves.<br />
<br />
Heriberto Yépez - A PORTA DE MADEIRA DO SUICÍDIO<br />
<br />
Vendi um só quadro em vida.<br />
Há poucos dias um de meus retratos<br />
foi vendido por oitenta milhões de dólares.<br />
Não sei quantas batatas poderia comprar<br />
com essa grana, quantos aluguéis de<br />
espeluncas poderia pagar com essa grana.<br />
Ignoro a dimensão humana dos dólares.<br />
<br />
<br />
<br />
Me dói a cabeça de pensar em tudo isso.<br />
As máfias internacionais do dinheiro<br />
me falsificam no mercado negro.<br />
Meus compradores póstumos trancam<br />
meus quadros nos cofres de um banco em Tóquio.<br />
Nessa cela escura eles também arranham <br />
a porta de madeira do suicídio.<br />
<br />
<br />
Extraviaram minha salvação e a trocaram<br />
por uma senha obscena nos leilões.<br />
Quem dá mais, dou-lhe uma, dou-lhe duas<br />
chega de choques e cheques<br />
Imagino que a usura ainda seja <br />
o princípio propulsor da marcha das coisas.<br />
<br />
<br />
<br />
Não sei como chegar a Tóquio<br />
não sei aonde estão meus restos.<br />
Sou um espírito errante na envelhecida<br />
vacuidade da Europa.<br />
Me dói a cabeça e há três dias <br />
devorei minhas orelhas.<br />
<br />
<br />
<br />
Em alguma parte do mundo<br />
sou transportado a um novo manicômio<br />
onde sou exposto <br />
ante os mesmos carniceiros que me<br />
suicidaram<br />
(como disse um camarada de tormento<br />
nos autos do inquérito)<br />
me levam novamente<br />
ao manicômio de paredes brancas<br />
silêncio compulsório<br />
guardas<br />
alarmes e câmaras<br />
que escrutinam as implicações<br />
econômicas do olhar.<br />
<br />
<br />
Recrutam críticos de arte para explicar<br />
minha consciência, elevar meu preço.<br />
Me levam novamente<br />
ao manicômio de paredes brancas<br />
entre medidas de segurança<br />
desnecessárias<br />
pois realmente não saberia como<br />
escapar daquilo que me fizeram.<br />
<br />
tradução: Ademir Assunção<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Heriberto Yépez - A PORTA DE MADEIRA DO SUICÍDIO<br />
<br />
Numa entrevista, o poeta mexicano Heriberto Yépez, define- se como um guerreiro cujas armas são a poesia e a crítica. Heriberto tem 44 anos, é professor na Escola de Artes de Tijuana, Baja Califórnia, está no olho do furacão — é exatamente ali, na fronteira de Tijuana com os EUA que concentram-se milhares de imigrantes dispostos a furar o bloqueio de Trump e adentrar no país que um dia foi conhecido como “a terra das oportunidades”. Segue poema de Heriberto Yépez com tradução de Ademir Assunção. Participação especial  Jeter Neves.<br />
<br />
Heriberto Yépez - A PORTA DE MADEIRA DO SUICÍDIO<br />
<br />
Vendi um só quadro em vida.<br />
Há poucos dias um de meus retratos<br />
foi vendido por oitenta milhões de dólares.<br />
Não sei quantas batatas poderia comprar<br />
com essa grana, quantos aluguéis de<br />
espeluncas poderia pagar com essa grana.<br />
Ignoro a dimensão humana dos dólares.<br />
<br />
<br />
<br />
Me dói a cabeça de pensar em tudo isso.<br />
As máfias internacionais do dinheiro<br />
me falsificam no mercado negro.<br />
Meus compradores póstumos trancam<br />
meus quadros nos cofres de um banco em Tóquio.<br />
Nessa cela escura eles também arranham <br />
a porta de madeira do suicídio.<br />
<br />
<br />
Extraviaram minha salvação e a trocaram<br />
por uma senha obscena nos leilões.<br />
Quem dá mais, dou-lhe uma, dou-lhe duas<br />
chega de choques e cheques<br />
Imagino que a usura ainda seja <br />
o princípio propulsor da marcha das coisas.<br />
<br />
<br />
<br />
Não sei como chegar a Tóquio<br />
não sei aonde estão meus restos.<br />
Sou um espírito errante na envelhecida<br />
vacuidade da Europa.<br />
Me dói a cabeça e há três dias <br />
devorei minhas orelhas.<br />
<br />
<br />
<br />
Em alguma parte do mundo<br />
sou transportado a um novo manicômio<br />
onde sou exposto <br />
ante os mesmos carniceiros que me<br />
suicidaram<br />
(como disse um camarada de tormento<br />
nos autos do inquérito)<br />
me levam novamente<br />
ao manicômio de paredes brancas<br />
silêncio compulsório<br />
guardas<br />
alarmes e câmaras<br />
que escrutinam as implicações<br />
econômicas do olhar.<br />
<br />
<br />
Recrutam críticos de arte para explicar<br />
minha consciência, elevar meu preço.<br />
Me levam novamente<br />
ao manicômio de paredes brancas<br />
entre medidas de segurança<br />
desnecessárias<br />
pois realmente não saberia como<br />
escapar daquilo que me fizeram.<br />
<br />
tradução: Ademir Assunção<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Heriberto Yépez - A PORTA DE MADEIRA DO SUICÍDIO

Numa entrevista, o poeta mexicano Heriberto Yépez, define- se como um guerreiro cujas armas são a poesia e a crítica. Heriberto tem 44 anos, é professor na Escola de Artes de Tijuana, Baja Califórnia, está no olho do furacão — é exatamente ali, na fronteira de Tijuana com os EUA que concentram-se milhares de imigrantes dispostos a furar o bloqueio de Trump e adentrar no país que um dia foi conhecido como “a terra das oportunidades”. Segue poema de Heriberto Yépez com tradução de Ademir Assunção. Participação especial  Jeter Neves.

Heriberto Yépez - A PORTA DE MADEIRA DO SUICÍDIO

Vendi um só quadro em vida.
Há poucos dias um de meus retratos
foi vendido por oitenta milhões de dólares.
Não sei quantas batatas poderia comprar
com essa grana, quantos aluguéis de
espeluncas poderia pagar com essa grana.
Ignoro a dimensão humana dos dólares.



Me dói a cabeça de pensar em tudo isso.
As máfias internacionais do dinheiro
me falsificam no mercado negro.
Meus compradores póstumos trancam
meus quadros nos cofres de um banco em Tóquio.
Nessa cela escura eles também arranham 
a porta de madeira do suicídio.


Extraviaram minha salvação e a trocaram
por uma senha obscena nos leilões.
Quem dá mais, dou-lhe uma, dou-lhe duas
chega de choques e cheques
Imagino que a usura ainda seja 
o princípio propulsor da marcha das coisas.



Não sei como chegar a Tóquio
não sei aonde estão meus restos.
Sou um espírito errante na envelhecida
vacuidade da Europa.
Me dói a cabeça e há três dias 
devorei minhas orelhas.



Em alguma parte do mundo
sou transportado a um novo manicômio
onde sou exposto 
ante os mesmos carniceiros que me
suicidaram
(como disse um camarada de tormento
nos autos do inquérito)
me levam novamente
ao manicômio de paredes brancas
silêncio compulsório
guardas
alarmes e câmaras
que escrutinam as implicações
econômicas do olhar.


Recrutam críticos de arte para explicar
minha consciência, elevar meu preço.
Me levam novamente
ao manicômio de paredes brancas
entre medidas de segurança
desnecessárias
pois realmente não saberia como
escapar daquilo que me fizeram.

tradução: Ademir Assunção
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                <pubDate>Tue, 27 Nov 2018 14:06:43 +0100</pubDate>
                
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        <item>
            <title><![CDATA[Sophia Breyner Andresen - DATA - poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/sophia-breyner-andresen-data/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Sophia Breyner Andresen - DATA<br />
<br />
<br />
A poeta portuguesa Sophia Breyner Andresen encarou em Portugal os tempos sombrios da ditadura de Salazar. Teve medo, muito medo como o seu poema atesta, mas mesmo assim não se calou. Sua obra vai do intimismo ao político; convém conferir. Segue poema de Sophia Breyner Andresen.<br />
<br />
Sophia Breyner Andresen - DATA<br />
<br />
Tempo de solidão e de incerteza <br />
Tempo de medo e tempo de traição <br />
Tempo de injustiça e de vileza <br />
Tempo de negação<br />
Tempo de covardia e tempo de ira <br />
Tempo de mascarada e de mentira <br />
Tempo que mata quem o denuncia <br />
Tempo de escravidão<br />
<br />
Tempo dos coniventes sem cadastro <br />
Tempo de silêncio e de mordaça <br />
Tempo onde o sangue não tem rastro <br />
Tempo de ameaça<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Sophia Breyner Andresen - DATA<br />
<br />
<br />
A poeta portuguesa Sophia Breyner Andresen encarou em Portugal os tempos sombrios da ditadura de Salazar. Teve medo, muito medo como o seu poema atesta, mas mesmo assim não se calou. Sua obra vai do intimismo ao político; convém conferir. Segue poema de Sophia Breyner Andresen.<br />
<br />
Sophia Breyner Andresen - DATA<br />
<br />
Tempo de solidão e de incerteza <br />
Tempo de medo e tempo de traição <br />
Tempo de injustiça e de vileza <br />
Tempo de negação<br />
Tempo de covardia e tempo de ira <br />
Tempo de mascarada e de mentira <br />
Tempo que mata quem o denuncia <br />
Tempo de escravidão<br />
<br />
Tempo dos coniventes sem cadastro <br />
Tempo de silêncio e de mordaça <br />
Tempo onde o sangue não tem rastro <br />
Tempo de ameaça<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Sophia Breyner Andresen - DATA


A poeta portuguesa Sophia Breyner Andresen encarou em Portugal os tempos sombrios da ditadura de Salazar. Teve medo, muito medo como o seu poema atesta, mas mesmo assim não se calou. Sua obra vai do intimismo ao político; convém conferir. Segue poema de Sophia Breyner Andresen.

Sophia Breyner Andresen - DATA

Tempo de solidão e de incerteza 
Tempo de medo e tempo de traição 
Tempo de injustiça e de vileza 
Tempo de negação
Tempo de covardia e tempo de ira 
Tempo de mascarada e de mentira 
Tempo que mata quem o denuncia 
Tempo de escravidão

Tempo dos coniventes sem cadastro 
Tempo de silêncio e de mordaça 
Tempo onde o sangue não tem rastro 
Tempo de ameaça
]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 20 Nov 2018 17:38:51 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2018-11-20T17:38:51+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[Antonio Barreto - AMOR -poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/antonio-barreto-amor/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Antonio Barreto - AMOR<br />
O poeta e escritor, Antonio Barreto é uma espécie de Don Quixote sem Sancho Pança. Enfrenta os moinhos da caretice, ignorância, pieguice, atraso, recalque, e outros mil adjetivos incrustados na capela literária do Brasil colonizado que não consegue reconhecer e dar o devido valor a um autor do seu quilate. Barreto não se abate, segue um poema seu.<br />
Antonio Barreto - AMOR<br />
<br />
amor amor eu sei que tenho <br />
que trocar a torneira da pia da cozinha<br />
a porta do armário que emperrou <br />
o chuveiro queimado e olha<br />
tenho exclusive que passar graxa e óleo nas juntas <br />
da porta da garage & outra:<br />
sei que tenho também que botar gasolina no jardim óleo <br />
no motor trocar a correia dentada da orquídea que te dei <br />
semana passada recarregar <br />
a bateria do seu moléculo-celulírico-celular regular <br />
o alternador sabesselá... né?<br />
o quemais vier desse velho pálio 2001<br />
trocar as lâmpadas fluorescentes substituir tudo <br />
por leds e zepelins enquanto a bolacha dos nossos dias roda e roda <br />
jequiti silviosaaaaantos faustástico globonils mídia ninjajájá<br />
sei sei que tenho que iluminar enfim , amor,<br />
o nosso vazio a dois <br />
meu amor <br />
amoreca burguesinha tenho que levar os filhos imaginários <br />
pra escola pra natação pra aula de inglês pro ballet <br />
pro karatê pro karaokê pro anauê pro guarany e pro kaiowá<br />
e depois passar no banco cobrir teu cheque quitar a merda <br />
da prestação desse apê que contém o nosso amor amor... eu bem sei<br />
sabe? eu não acho, sabe (?), que hoje é o dia dos namorados sabe (?) eu acho<br />
mesmo é que hoje é o dia dos fodidos sem amor <br />
dos que estão agora <br />
nesse minuto diminuto sem nada disso e morrendo de vontade <br />
de algum dia não ter tido nadadisso pra resolver<br />
como forma de vida esperança e promessa, sabe?:<br />
torneiras filhos dívidas prestações lâmpadas listas e rotinas <br />
(sem esquinas, dúvidas, encruzilhadas sem atalho algum)<br />
essa imensa forma qualquer de dividir o nosso coração em um<br />
essa imensa vontade de botar tudo isso dentro de uma granada<br />
e viajar para a espanha<br />
ó, meu amor!<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Antonio Barreto - AMOR<br />
O poeta e escritor, Antonio Barreto é uma espécie de Don Quixote sem Sancho Pança. Enfrenta os moinhos da caretice, ignorância, pieguice, atraso, recalque, e outros mil adjetivos incrustados na capela literária do Brasil colonizado que não consegue reconhecer e dar o devido valor a um autor do seu quilate. Barreto não se abate, segue um poema seu.<br />
Antonio Barreto - AMOR<br />
<br />
amor amor eu sei que tenho <br />
que trocar a torneira da pia da cozinha<br />
a porta do armário que emperrou <br />
o chuveiro queimado e olha<br />
tenho exclusive que passar graxa e óleo nas juntas <br />
da porta da garage & outra:<br />
sei que tenho também que botar gasolina no jardim óleo <br />
no motor trocar a correia dentada da orquídea que te dei <br />
semana passada recarregar <br />
a bateria do seu moléculo-celulírico-celular regular <br />
o alternador sabesselá... né?<br />
o quemais vier desse velho pálio 2001<br />
trocar as lâmpadas fluorescentes substituir tudo <br />
por leds e zepelins enquanto a bolacha dos nossos dias roda e roda <br />
jequiti silviosaaaaantos faustástico globonils mídia ninjajájá<br />
sei sei que tenho que iluminar enfim , amor,<br />
o nosso vazio a dois <br />
meu amor <br />
amoreca burguesinha tenho que levar os filhos imaginários <br />
pra escola pra natação pra aula de inglês pro ballet <br />
pro karatê pro karaokê pro anauê pro guarany e pro kaiowá<br />
e depois passar no banco cobrir teu cheque quitar a merda <br />
da prestação desse apê que contém o nosso amor amor... eu bem sei<br />
sabe? eu não acho, sabe (?), que hoje é o dia dos namorados sabe (?) eu acho<br />
mesmo é que hoje é o dia dos fodidos sem amor <br />
dos que estão agora <br />
nesse minuto diminuto sem nada disso e morrendo de vontade <br />
de algum dia não ter tido nadadisso pra resolver<br />
como forma de vida esperança e promessa, sabe?:<br />
torneiras filhos dívidas prestações lâmpadas listas e rotinas <br />
(sem esquinas, dúvidas, encruzilhadas sem atalho algum)<br />
essa imensa forma qualquer de dividir o nosso coração em um<br />
essa imensa vontade de botar tudo isso dentro de uma granada<br />
e viajar para a espanha<br />
ó, meu amor!<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Antonio Barreto - AMOR
O poeta e escritor, Antonio Barreto é uma espécie de Don Quixote sem Sancho Pança. Enfrenta os moinhos da caretice, ignorância, pieguice, atraso, recalque, e outros mil adjetivos incrustados na capela literária do Brasil colonizado que não consegue reconhecer e dar o devido valor a um autor do seu quilate. Barreto não se abate, segue um poema seu.
Antonio Barreto - AMOR

amor amor eu sei que tenho 
que trocar a torneira da pia da cozinha
a porta do armário que emperrou 
o chuveiro queimado e olha
tenho exclusive que passar graxa e óleo nas juntas 
da porta da garage & outra:
sei que tenho também que botar gasolina no jardim óleo 
no motor trocar a correia dentada da orquídea que te dei 
semana passada recarregar 
a bateria do seu moléculo-celulírico-celular regular 
o alternador sabesselá... né?
o quemais vier desse velho pálio 2001
trocar as lâmpadas fluorescentes substituir tudo 
por leds e zepelins enquanto a bolacha dos nossos dias roda e roda 
jequiti silviosaaaaantos faustástico globonils mídia ninjajájá
sei sei que tenho que iluminar enfim , amor,
o nosso vazio a dois 
meu amor 
amoreca burguesinha tenho que levar os filhos imaginários 
pra escola pra natação pra aula de inglês pro ballet 
pro karatê pro karaokê pro anauê pro guarany e pro kaiowá
e depois passar no banco cobrir teu cheque quitar a merda 
da prestação desse apê que contém o nosso amor amor... eu bem sei
sabe? eu não acho, sabe (?), que hoje é o dia dos namorados sabe (?) eu acho
mesmo é que hoje é o dia dos fodidos sem amor 
dos que estão agora 
nesse minuto diminuto sem nada disso e morrendo de vontade 
de algum dia não ter tido nadadisso pra resolver
como forma de vida esperança e promessa, sabe?:
torneiras filhos dívidas prestações lâmpadas listas e rotinas 
(sem esquinas, dúvidas, encruzilhadas sem atalho algum)
essa imensa forma qualquer de dividir o nosso coração em um
essa imensa vontade de botar tudo isso dentro de uma granada
e viajar para a espanha
ó, meu amor!
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                <pubDate>Tue, 13 Nov 2018 18:40:01 +0100</pubDate>
                
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        <item>
            <title><![CDATA[Caetano Veloso - ACRILÍRICO - Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/caetano-veloso-acrilrico-1/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Caetano Veloso - ACRILÍRICO<br />
<br />
Caetano Veloso talvez seja o artista mais importante do Brasil nos últimos 40 anos. Sempre polêmico, o compositor fez da contradição sua marca registrada. Já mudou de lado várias vezes, trocou os pés pelas mãos. Acabei de assistir sua excelente entrevista com Roger Waters, outro músico da pesada. Os dois esbanjaram consciência e profunda compreensão dos tempos que vivemos. Segue poema de Caetano Veloso.<br />
Caetano Veloso - ACRILÍRICO<br />
<br />
Olhar colírico<br />
Lírios plásticos do campo e do contracampo<br />
Telástico cinemascope<br />
Teu sorriso tudo isso<br />
Tudo ido e lido e lindo e vindo do<br />
Vivido na minha adolescidade<br />
Idade de pedra e paz<br />
Teu sorriso quieto no meu canto<br />
ainda canto o ido o tido o dito<br />
o dado o consumido o consumado<br />
Ato do amor morto motor da saudade<br />
diluído na grandicidade idade de pedra<br />
Ainda canto quieto o que conheço<br />
Quero o que não mereço: o começo<br />
quero canto de vinda<br />
divindade do duro totem futuro total<br />
tal qual quero canto<br />
Por enquanto apenas mino o campo verde<br />
Acre e lírico sorvete<br />
Acrílico Santo Amar(g)o da<br />
PURIFICAÇÃO<br />
<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Caetano Veloso - ACRILÍRICO<br />
<br />
Caetano Veloso talvez seja o artista mais importante do Brasil nos últimos 40 anos. Sempre polêmico, o compositor fez da contradição sua marca registrada. Já mudou de lado várias vezes, trocou os pés pelas mãos. Acabei de assistir sua excelente entrevista com Roger Waters, outro músico da pesada. Os dois esbanjaram consciência e profunda compreensão dos tempos que vivemos. Segue poema de Caetano Veloso.<br />
Caetano Veloso - ACRILÍRICO<br />
<br />
Olhar colírico<br />
Lírios plásticos do campo e do contracampo<br />
Telástico cinemascope<br />
Teu sorriso tudo isso<br />
Tudo ido e lido e lindo e vindo do<br />
Vivido na minha adolescidade<br />
Idade de pedra e paz<br />
Teu sorriso quieto no meu canto<br />
ainda canto o ido o tido o dito<br />
o dado o consumido o consumado<br />
Ato do amor morto motor da saudade<br />
diluído na grandicidade idade de pedra<br />
Ainda canto quieto o que conheço<br />
Quero o que não mereço: o começo<br />
quero canto de vinda<br />
divindade do duro totem futuro total<br />
tal qual quero canto<br />
Por enquanto apenas mino o campo verde<br />
Acre e lírico sorvete<br />
Acrílico Santo Amar(g)o da<br />
PURIFICAÇÃO<br />
<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Caetano Veloso - ACRILÍRICO

Caetano Veloso talvez seja o artista mais importante do Brasil nos últimos 40 anos. Sempre polêmico, o compositor fez da contradição sua marca registrada. Já mudou de lado várias vezes, trocou os pés pelas mãos. Acabei de assistir sua excelente entrevista com Roger Waters, outro músico da pesada. Os dois esbanjaram consciência e profunda compreensão dos tempos que vivemos. Segue poema de Caetano Veloso.
Caetano Veloso - ACRILÍRICO

Olhar colírico
Lírios plásticos do campo e do contracampo
Telástico cinemascope
Teu sorriso tudo isso
Tudo ido e lido e lindo e vindo do
Vivido na minha adolescidade
Idade de pedra e paz
Teu sorriso quieto no meu canto
ainda canto o ido o tido o dito
o dado o consumido o consumado
Ato do amor morto motor da saudade
diluído na grandicidade idade de pedra
Ainda canto quieto o que conheço
Quero o que não mereço: o começo
quero canto de vinda
divindade do duro totem futuro total
tal qual quero canto
Por enquanto apenas mino o campo verde
Acre e lírico sorvete
Acrílico Santo Amar(g)o da
PURIFICAÇÃO

]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Thu, 08 Nov 2018 12:12:12 +0100</pubDate>
                
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        <item>
            <title><![CDATA[Charles Bukowski -  A Genialidade da Multidão - Poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/charles-bukowski-a-genialidade-da-multido/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Charles Bukowski -  A Genialidade da Multidão<br />
<br />
Olá amigos do RadioPoemas, aqui fala Rodrigo Leste. O escritor e poeta Charles Bukowski é muitas vezes tratado como um bufão bêbado e perverso que provoca gargalhadas com sua temática pornográfica e escrachada. Ledo engano, compadre, Bukowski  é muito mais. Atenção para o poema que vou interpretar, cai como uma luva neste momento brasileiro, após a eleição do “capitão”. Confira. Segue poema de Charles Bukowski. <br />
Charles Bukowski -  A Genialidade da Multidão<br />
<br />
Há suficiente traição, ódio, violência, absurdo no ser humano comum para abastecer qualquer exército, a qualquer momento.<br />
<br />
E os melhores assassinos são aqueles que Pregam Contra o assassinato.<br />
E os melhores no ódio são aqueles que pregam amor.<br />
E os melhores na guerra - enfim - são aqueles que pregam paz.<br />
<br />
Aqueles que pregam Deus, precisam de Deus.<br />
Aqueles que pregam paz, não tem paz.<br />
Aqueles que pregam amor, não tem amor.<br />
CUIDADO COM OS PREGADORES<br />
Cuidado com os conhecedores.<br />
<br />
Cuidado com aqueles que estão sempre lendo livros. <br />
Cuidado com aqueles que ou detestam a pobreza <br />
ou orgulham-se dela.<br />
CUIDADO com aqueles rápidos em elogiar<br />
Pois eles precisam de louvor em retorno<br />
<br />
CUIDADO com aqueles rápidos em censurar:<br />
Eles temem o que desconhecem.<br />
Cuidado com aqueles que procuram constantemente multidões; <br />
Eles não são nada sozinhos.<br />
<br />
CUIDADO.<br />
com O Homem Vulgar. com A Mulher Vulgar.<br />
CUIDADO com o amor deles.<br />
<br />
Seu amor é vulgar, busca vulgaridade<br />
Mas há força em seu ódio<br />
Há força suficiente em seu ódio para matá-lo, <br />
para matar qualquer um.<br />
<br />
Não esperando solidão<br />
Não entendendo solidão<br />
Eles tentarão destruir<br />
Qualquer coisa que difira deles mesmos.<br />
<br />
Não sendo capazes de criar arte<br />
Eles não entenderão a arte<br />
<br />
Considerarão seu fracasso como criadores,<br />
apenas como falha do mundo.<br />
<br />
Não sendo capazes de amar plenamente<br />
Eles ACREDITARÃO que seu amor é incompleto<br />
ENTÃO TE ODIARÃO<br />
<br />
E seu ódio será perfeito<br />
Como um diamante brilhante<br />
Como uma faca<br />
Como uma montanha<br />
Como um tigre<br />
COMO cicuta<br />
e esta, é a sua mais refinada ARTE<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Charles Bukowski -  A Genialidade da Multidão<br />
<br />
Olá amigos do RadioPoemas, aqui fala Rodrigo Leste. O escritor e poeta Charles Bukowski é muitas vezes tratado como um bufão bêbado e perverso que provoca gargalhadas com sua temática pornográfica e escrachada. Ledo engano, compadre, Bukowski  é muito mais. Atenção para o poema que vou interpretar, cai como uma luva neste momento brasileiro, após a eleição do “capitão”. Confira. Segue poema de Charles Bukowski. <br />
Charles Bukowski -  A Genialidade da Multidão<br />
<br />
Há suficiente traição, ódio, violência, absurdo no ser humano comum para abastecer qualquer exército, a qualquer momento.<br />
<br />
E os melhores assassinos são aqueles que Pregam Contra o assassinato.<br />
E os melhores no ódio são aqueles que pregam amor.<br />
E os melhores na guerra - enfim - são aqueles que pregam paz.<br />
<br />
Aqueles que pregam Deus, precisam de Deus.<br />
Aqueles que pregam paz, não tem paz.<br />
Aqueles que pregam amor, não tem amor.<br />
CUIDADO COM OS PREGADORES<br />
Cuidado com os conhecedores.<br />
<br />
Cuidado com aqueles que estão sempre lendo livros. <br />
Cuidado com aqueles que ou detestam a pobreza <br />
ou orgulham-se dela.<br />
CUIDADO com aqueles rápidos em elogiar<br />
Pois eles precisam de louvor em retorno<br />
<br />
CUIDADO com aqueles rápidos em censurar:<br />
Eles temem o que desconhecem.<br />
Cuidado com aqueles que procuram constantemente multidões; <br />
Eles não são nada sozinhos.<br />
<br />
CUIDADO.<br />
com O Homem Vulgar. com A Mulher Vulgar.<br />
CUIDADO com o amor deles.<br />
<br />
Seu amor é vulgar, busca vulgaridade<br />
Mas há força em seu ódio<br />
Há força suficiente em seu ódio para matá-lo, <br />
para matar qualquer um.<br />
<br />
Não esperando solidão<br />
Não entendendo solidão<br />
Eles tentarão destruir<br />
Qualquer coisa que difira deles mesmos.<br />
<br />
Não sendo capazes de criar arte<br />
Eles não entenderão a arte<br />
<br />
Considerarão seu fracasso como criadores,<br />
apenas como falha do mundo.<br />
<br />
Não sendo capazes de amar plenamente<br />
Eles ACREDITARÃO que seu amor é incompleto<br />
ENTÃO TE ODIARÃO<br />
<br />
E seu ódio será perfeito<br />
Como um diamante brilhante<br />
Como uma faca<br />
Como uma montanha<br />
Como um tigre<br />
COMO cicuta<br />
e esta, é a sua mais refinada ARTE<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Charles Bukowski -  A Genialidade da Multidão

Olá amigos do RadioPoemas, aqui fala Rodrigo Leste. O escritor e poeta Charles Bukowski é muitas vezes tratado como um bufão bêbado e perverso que provoca gargalhadas com sua temática pornográfica e escrachada. Ledo engano, compadre, Bukowski  é muito mais. Atenção para o poema que vou interpretar, cai como uma luva neste momento brasileiro, após a eleição do “capitão”. Confira. Segue poema de Charles Bukowski. 
Charles Bukowski -  A Genialidade da Multidão

Há suficiente traição, ódio, violência, absurdo no ser humano comum para abastecer qualquer exército, a qualquer momento.

E os melhores assassinos são aqueles que Pregam Contra o assassinato.
E os melhores no ódio são aqueles que pregam amor.
E os melhores na guerra - enfim - são aqueles que pregam paz.

Aqueles que pregam Deus, precisam de Deus.
Aqueles que pregam paz, não tem paz.
Aqueles que pregam amor, não tem amor.
CUIDADO COM OS PREGADORES
Cuidado com os conhecedores.

Cuidado com aqueles que estão sempre lendo livros. 
Cuidado com aqueles que ou detestam a pobreza 
ou orgulham-se dela.
CUIDADO com aqueles rápidos em elogiar
Pois eles precisam de louvor em retorno

CUIDADO com aqueles rápidos em censurar:
Eles temem o que desconhecem.
Cuidado com aqueles que procuram constantemente multidões; 
Eles não são nada sozinhos.

CUIDADO.
com O Homem Vulgar. com A Mulher Vulgar.
CUIDADO com o amor deles.

Seu amor é vulgar, busca vulgaridade
Mas há força em seu ódio
Há força suficiente em seu ódio para matá-lo, 
para matar qualquer um.

Não esperando solidão
Não entendendo solidão
Eles tentarão destruir
Qualquer coisa que difira deles mesmos.

Não sendo capazes de criar arte
Eles não entenderão a arte

Considerarão seu fracasso como criadores,
apenas como falha do mundo.

Não sendo capazes de amar plenamente
Eles ACREDITARÃO que seu amor é incompleto
ENTÃO TE ODIARÃO

E seu ódio será perfeito
Como um diamante brilhante
Como uma faca
Como uma montanha
Como um tigre
COMO cicuta
e esta, é a sua mais refinada ARTE
]]></itunes:summary>
            <itunes:image href="https://img.hearthis.at/7/3/6/_/uploads/9142328/image_track/2492006/w1400_h1400_q70_ptrue_v2_----cropped_1541178887637.jpg" />
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                <pubDate>Fri, 02 Nov 2018 18:10:04 +0100</pubDate>
                
                <atom:updated>2018-11-02T18:10:04+01:00</atom:updated>
                
            
            
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade - I N T I M A Ç Ã O - POEMA]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/carlos-drummond-de-andrade-i-n-t-i-m-a-o/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade - I N T I M A Ç Ã O<br />
<br />
Estamos na 25ª hora, quer dizer, podemos cair no abismo do fascismo ou salvar a nossa frágil democracia, as urnas vão decidir. Quem indicou este texto, que traduz a angústia desta hora, foi o mestre e amigo Antônio Sérgio Bueno, a quem dedico este programa. Segue poema do sempre lúcido e oportuno Carlos Drummond de Andrade.<br />
<br />
Carlos Drummond de Andrade - I N T I M A Ç Ã O<br />
<br />
Abre em nome da lei.<br />
Em nome de que lei?<br />
Acaso lei sem nome?<br />
Em nome de que nome<br />
cujo agora me some<br />
se em sonho o soletrei?<br />
Abre em nome do rei.<br />
<br />
Em nome de que rei<br />
é a porta arrombada<br />
para entrar o aguazil<br />
que na destra um papel<br />
sinistramente branco<br />
traz, e ao ombro o fuzil?<br />
<br />
Abre em nome de til.<br />
Abre em nome de abrir, <br />
em nome de poderes<br />
cujo vago pseudônimo<br />
não é de conferir:<br />
cifra oblíqua na bula<br />
ou dobra na cogula<br />
de inexistente frei.<br />
<br />
Abre em nome da lei.<br />
Abre sem nome e lei.<br />
Abre mesmo sem rei.<br />
Abre sozinho ou grei.<br />
Não, não abras; à força<br />
de intimar-te, repara:<br />
eu já te desventrei.<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade - I N T I M A Ç Ã O<br />
<br />
Estamos na 25ª hora, quer dizer, podemos cair no abismo do fascismo ou salvar a nossa frágil democracia, as urnas vão decidir. Quem indicou este texto, que traduz a angústia desta hora, foi o mestre e amigo Antônio Sérgio Bueno, a quem dedico este programa. Segue poema do sempre lúcido e oportuno Carlos Drummond de Andrade.<br />
<br />
Carlos Drummond de Andrade - I N T I M A Ç Ã O<br />
<br />
Abre em nome da lei.<br />
Em nome de que lei?<br />
Acaso lei sem nome?<br />
Em nome de que nome<br />
cujo agora me some<br />
se em sonho o soletrei?<br />
Abre em nome do rei.<br />
<br />
Em nome de que rei<br />
é a porta arrombada<br />
para entrar o aguazil<br />
que na destra um papel<br />
sinistramente branco<br />
traz, e ao ombro o fuzil?<br />
<br />
Abre em nome de til.<br />
Abre em nome de abrir, <br />
em nome de poderes<br />
cujo vago pseudônimo<br />
não é de conferir:<br />
cifra oblíqua na bula<br />
ou dobra na cogula<br />
de inexistente frei.<br />
<br />
Abre em nome da lei.<br />
Abre sem nome e lei.<br />
Abre mesmo sem rei.<br />
Abre sozinho ou grei.<br />
Não, não abras; à força<br />
de intimar-te, repara:<br />
eu já te desventrei.<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade - I N T I M A Ç Ã O

Estamos na 25ª hora, quer dizer, podemos cair no abismo do fascismo ou salvar a nossa frágil democracia, as urnas vão decidir. Quem indicou este texto, que traduz a angústia desta hora, foi o mestre e amigo Antônio Sérgio Bueno, a quem dedico este programa. Segue poema do sempre lúcido e oportuno Carlos Drummond de Andrade.

Carlos Drummond de Andrade - I N T I M A Ç Ã O

Abre em nome da lei.
Em nome de que lei?
Acaso lei sem nome?
Em nome de que nome
cujo agora me some
se em sonho o soletrei?
Abre em nome do rei.

Em nome de que rei
é a porta arrombada
para entrar o aguazil
que na destra um papel
sinistramente branco
traz, e ao ombro o fuzil?

Abre em nome de til.
Abre em nome de abrir, 
em nome de poderes
cujo vago pseudônimo
não é de conferir:
cifra oblíqua na bula
ou dobra na cogula
de inexistente frei.

Abre em nome da lei.
Abre sem nome e lei.
Abre mesmo sem rei.
Abre sozinho ou grei.
Não, não abras; à força
de intimar-te, repara:
eu já te desventrei.
]]></itunes:summary>
            <itunes:image href="https://img.hearthis.at/0/5/0/_/uploads/9142328/image_track/2475033/w1400_h1400_q70_ptrue_v2_----cropped_1540413746050.jpg" />
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                <pubDate>Wed, 24 Oct 2018 22:42:15 +0200</pubDate>
                
                <atom:updated>2018-10-24T22:42:15+02:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[Gabriel García Márquez - poema - SERENATAS]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/gabriel-garca-mrquez-poema-serenatas/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[Gabriel García Márquez –Serenatas - poema<br />
<br />
Depois de escrever sua obra-prima, Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, poderia viver de glórias e não fazer mais nada. Mas este colombiano gostava de trabalhar, gostava de escrever. Produziu grandes romances como “O Amor nos Tempos do Cólera” e “O Outono do Patriarca”.  Segue poema de Gabriel García Márquez]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[Gabriel García Márquez –Serenatas - poema<br />
<br />
Depois de escrever sua obra-prima, Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, poderia viver de glórias e não fazer mais nada. Mas este colombiano gostava de trabalhar, gostava de escrever. Produziu grandes romances como “O Amor nos Tempos do Cólera” e “O Outono do Patriarca”.  Segue poema de Gabriel García Márquez]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[Gabriel García Márquez –Serenatas - poema

Depois de escrever sua obra-prima, Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, poderia viver de glórias e não fazer mais nada. Mas este colombiano gostava de trabalhar, gostava de escrever. Produziu grandes romances como “O Amor nos Tempos do Cólera” e “O Outono do Patriarca”.  Segue poema de Gabriel García Márquez]]></itunes:summary>
            <itunes:image href="https://img.hearthis.at/6/6/3/_/uploads/9142328/image_track/2428851/w1400_h1400_q70_ptrue_v2_----cropped_1538574913366.jpg" />
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                <pubDate>Wed, 03 Oct 2018 15:51:46 +0200</pubDate>
                
                <atom:updated>2018-10-03T15:51:46+02:00</atom:updated>
                
            
            
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Casimiro de Abreu - Amor e Medo - poema]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/casimiro-de-abreu-amor-e-medo/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[**Casimiro de Abreu - Amor e Medo<br />
<br />
O poeta romântico Casimiro de Abreu foi mais uma das vítimas da tuberculose — o mal do século —, que levou com as suas mãos geladas diversos autores de real grandeza. Morto aos 23 anos, Casimiro publicou apenas um livro de poesia, “Primaveras”. Segue poema do autor.**<br />
]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[**Casimiro de Abreu - Amor e Medo<br />
<br />
O poeta romântico Casimiro de Abreu foi mais uma das vítimas da tuberculose — o mal do século —, que levou com as suas mãos geladas diversos autores de real grandeza. Morto aos 23 anos, Casimiro publicou apenas um livro de poesia, “Primaveras”. Segue poema do autor.**<br />
]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[**Casimiro de Abreu - Amor e Medo

O poeta romântico Casimiro de Abreu foi mais uma das vítimas da tuberculose — o mal do século —, que levou com as suas mãos geladas diversos autores de real grandeza. Morto aos 23 anos, Casimiro publicou apenas um livro de poesia, “Primaveras”. Segue poema do autor.**
]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 25 Sep 2018 14:26:45 +0200</pubDate>
                
                <atom:updated>2018-09-25T14:26:45+02:00</atom:updated>
                
            
            
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        <item>
            <title><![CDATA[MAIAKOVSKI  -  A EXTRAORDINÁRIA  AVENTURA]]></title>
            <link>https://hearthis.at/rodrigo-leste/maiakovski-a-extraordinria-aventura/</link>
            <itunes:author><![CDATA[rodrigo leste -RADIOPOEMAS]]></itunes:author>
            <description><![CDATA[**VLADÍMIR Maiakovski e um dos maiores poetas de todos os tempos. Seus versos rompem com o estilo careta, bem comportado, engravatado de muitos autores que tratam a poesia como uma dama, austera e intocável.  Maiakovski , por sua vez, abraça a poesia com intimidade, a penetra carinhosamente, sem  frescuras,  e goza a plenos pulmões. <br />
Segue poema de Maiakovski  Maiakovski nas vozes de Jeter Nevski e Rodrigo Lestov. **]]></description>
            <googleplay:description><![CDATA[**VLADÍMIR Maiakovski e um dos maiores poetas de todos os tempos. Seus versos rompem com o estilo careta, bem comportado, engravatado de muitos autores que tratam a poesia como uma dama, austera e intocável.  Maiakovski , por sua vez, abraça a poesia com intimidade, a penetra carinhosamente, sem  frescuras,  e goza a plenos pulmões. <br />
Segue poema de Maiakovski  Maiakovski nas vozes de Jeter Nevski e Rodrigo Lestov. **]]></googleplay:description>
            <itunes:summary><![CDATA[**VLADÍMIR Maiakovski e um dos maiores poetas de todos os tempos. Seus versos rompem com o estilo careta, bem comportado, engravatado de muitos autores que tratam a poesia como uma dama, austera e intocável.  Maiakovski , por sua vez, abraça a poesia com intimidade, a penetra carinhosamente, sem  frescuras,  e goza a plenos pulmões. 
Segue poema de Maiakovski  Maiakovski nas vozes de Jeter Nevski e Rodrigo Lestov. **]]></itunes:summary>
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                <pubDate>Tue, 25 Sep 2018 13:40:37 +0200</pubDate>
                
                <atom:updated>2018-09-25T13:40:37+02:00</atom:updated>
                
            
            
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